Operação Valquíria

Führerhauptquartier, Stauffenberg, Hitler, Keitel

Stauffenberg (à esquerda) em Rastenburg em 15 de Julho de 1944. No centro Adolf Hitler. Stauffenberg já levava as bombas consigo. Mas decidiu não detoná-las naquele momento.

“Operação Valquíria (…) foi um dos 15 planos elaborados por militares alemães para assassinar Adolf Hitler. (…) O coronel von Stauffenberg foi um dos principais personagens da conspiração que culminou com o fracassado atentado contra Hitler em 20 de julho de 1944. (…) Mas desde cedo começou a questionar não só o genocídio contra judeus, polacos, russos e outros grupos da população estigmatizados pelo regime de Hitler, como também a forma, na sua opinião “inadequada”, do comando militar alemão. (…) A primeira tentativa de atentado em Rastenburg (hoje Polônia), no dia 15 de julho, fracassou. (…) Em 2008, Tom Cruise estrelou Valkyrie (br: Operação Valquíria), filme baseado na operação mostrando o atentado do ponto de vista de Stauffenberg.”

Fonte: Wikipédia

Inside Job – A Verdade da Crise

Este filme vencedor do Óscar para Melhor Documentário em 2011 mostra as causas do crash financeiro de 2008 e os responsáveis pela maior crise desde a Grande Depressão de 1929.

Salários, mordomias e luxos dos eurodeputados

Notícia de 1ª página / abertura dos telejornais / Prime time

Sem título

Esta notícia é que deveria ser badalada, prioritária em relação ao futebol e outros faits divers que tapam o sol com a peneira: a malta não respeita a sinalização. E, uma notícia destas assusta!

“Um casal (…) caiu de uma arriba (…) e morreu (…)

e os filhos menores terão assistido à queda dos pais.

(…) O local é de “muito difícil acesso (…)”.

Isto é assim: Praia da Nazaré no pontão, está lá a placa a proibir a passagem. Não é um alerta para os perigos, proíbe e pronto. Estávamos lá, eu e a Carla, atrás da linha a fotografar as 27 pessoas que estavam do lado de lá, quando chegou um casal muito jovem, daqueles em idade de escola secundária. Ela ralhou com ele, alertando-o para a proibição. O rapaz queria passar. Foi o único casal, além de nós, que não ultrapassou a faixa de, não é de segurança, é de proibição!

Praia da Nazaré (eu sei, outra vez Praia da Nazaré. É por causa do berbigão n’O Santo) bandeiras todas amarelas, menos uma, a mais próxima do promontório. Fomos até lá. Dois metros após entrada na água, deixa de haver pé. Passei a rebentação para lá, nadei perpendicular à costa o suficiente para me afastar do efeito das ondas, uns dez, quinze metros, e fiquei por ali, agora sim já paralelo à linha da costa. Desafiei a Carla a entrar. Não entrou. Saí, fui até ao pé dela “Nããão! ‘Tás tonto ou o quê? Eu entrar aí? Só se fosse maluca!”. Voltei a entrar. Sozinho não fiquei por lá muito tempo. Tento sair com as cautelas todas mas, já com o pé no chão, viro-me para trás a tempo de entrar na rebentação que estava acontecer mesmo por cima da minha cabeça e… pimba! Ainda mergulhei mas a onda levantou-me e fez comigo um mortal de costas. Eu não sei fazer aquilo sem o mar! A água ao recuar para a onda, deixa a areia a descoberto. Quando aterrei violentamente na areia ainda levei com o peso da água em cima e, finalmente, para descansar um bocadinho, lá fui sendo arrastado junto com as pedras até ficar mais pesado do que a água. A ferida, corrigindo: as feridas que ficaram na canela direita, ainda não estão a cicatrizar. Normal, ainda só passaram trinta horas. Claro que fiquei cheio de areia. Tive de voltar ao mar. Para me lavar, evidentemente! Areia? Até dentro dos ouvidos! Boiar de costas, baixar os calções e limpar aquilo tudo. Sair com o maior dos cuidadinhos… Eu não sou nenhum peixe. Mesmo agora acabei de levar uma sova do Atlântico, não vou levar outra! Duas rebentações seguidas. Mandei uma cabeçada tão grande na areia que, quando fui com a mão ao nariz e senti aquele corrimento todo, pensei que era sangue. “Já ‘tou f*****!” Foi o que me passou pela cabeça. “Isto já pára” – pensava eu referindo-me a mim mesmo – “Já paro de rebolar e isto não há-de ser nada”. O que vale é que o treino já ensinou a manter a calma, controlar a respiração e “quando vier ao de cima, logo se resolve!”. Tenho as escoriações aqui na testa para testemunharem a bandeira verde. Costumo dizer, meio a brincar, meio a falar a sério, que para morrer afogado basta saber nadar. Ou só morre afogado quem sabe nadar. Falem disto aí em casa hoje à noite. Cumpram as regras de segurança. Vive-se mais tempo.

A Carla ainda me perguntou: “Estás a ver alguma mulher na água?”

Acabar com a economia da dívida

BES“Foi neste último fim de semana apresentado o plano para salvar o Banco Espírito Santo (BES), dividindo-o em dois: um “banco bom” (designado Novo Banco) que deterá os depósitos, os créditos sem risco e os activos rentáveis e um “banco mau” que manterá os chamados activos tóxicos. Apesar do regulador afirmar que o “banco mau” passará a ser da inteira responsabilidade dos accionistas e que a injecção de capital estatal será feita através de empréstimo remunerado, não nos podemos esquecer que esse empréstimo resulta de dinheiro obtido através da troika. E este está a ser pago através do sofrimento de muitas pessoas, da destruição do Estado Social e da delapidação de vários alicerces do que deveria ser uma sociedade justa e equilibrada. Mais uma vez serão os contribuintes a suportar a erros de gestão e alegados crimes de meia dúzia de responsáveis privados. O PAN considera, contudo, que esta solução não resolve o verdadeiro problema: todo o sistema financeiro e monetário reside na necessidade de criar dívida, elemento fundamental para criação de moeda que sustenta a economia. Defendemos, por isso, que nenhuma solução será verdadeiramente estrutural e duradoura sem devolver às instituições democráticas o poder efectivo para a criação de dinheiro. No sistema que o PAN propõe, um banco passará a ser um verdadeiro intermediário financeiro, não um criador de dinheiro e dívida, e poderá falir sem grandes implicações macroeconómicas, sem custos para os contribuintes e sem pôr em risco as contas à ordem dos depositantes, que serão garantidas a 100% pelo Banco Central Europeu. Os pormenores das propostas do PAN podem ser consultadas no capítulo “Acabar com a Economia da Dívida” do seu programa político que poderá ser consultado emhttp://pan.com.pt/images/pdf/programapoliticoeuropeias_web-2.pdf Porque outro mundo é possível.”

Já no tempo do Jack o Estripador!

o mapa do tempo“(…) Londres está a crescer tão rapidamente que a força policial não chega para as necessidades. Toda a gente quer viver nesta maldita cidade. As pessoas vêm dos condados mais rmeotos em busca de uma vida melhor e acabam exploradas numa fábrica, infectadas com tifo ou forçadas ao crime para poderem pagar o exorbitante aluger de uma cave sem luz ou qualquer outro buraco mal ventilado. Na realidade, o que me surpreende é os assassínios e os roubos sejam tão poucos, dada a impunidade com que é possível cometê-los. Se os criminosos tivessem algum género de organização, Londres seria deles, Andrew, não tenhas a mínima dúvida. Não me admira que a rainha receie um levantamento popular, umarevolição como a que conheceram os nossos vizinhos franceses e que acabe com o pescoço dela e o de toda a família na guilhotinha. O Im+ério não passa de uma fachada que precisa  cada vez mais de escoras para nã se desmoronar. As nossas ovelhas e as nossas vacas pastam na Argentina, o nosso chá é cultivado pelos chineses e pelos indianos, o ouro é-nos fornecido pela África do Sul e pela Austrália, o vinho que bebemos vem de França e de Espanha. Diz- me, primo, o que é verdadeiramente nosso, excepto o crime? Com um motim organizado, os criminosos poderiam tomar conta do país, Andrew. Por sorte, a maldade e o senso comum raramente andam a par.”

Algum comentário? Pois… uns poucos, n’é? Por isso é que eu me cingi a partilhar este excerto convosco.

“O mapa do tempo”;  Félix J. Palma Pág. 55

Gangs do Bairro 13 – Ultimato