O Convento de Corpus Christi
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O Convento de Corpus Christi
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“Não se defina pela sua média de cursos nem se limite por aquilo que diz o seu registo biográfico ou o seu curriculum. Um bom professor de português pode ensinar a criar boas regras de saúde e um bom professor de saúde pode ajudar no ensino do português.”
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Quinta-feira, 2 de Julho
Afinal quem manda é o relógio biológico e não o despertador. Acordei tão cedo que se tivesse conseguido acordar a Sofia, ela de certeza que começava o dia a ralhar. E isso não é bom, especialmente para mim.
Quando a oficina abriu já eu lá estava para pagar a conta ao mecânico. Já está e já que estou nesta maré de pagar contas, aproveito vou ao banco e pago já a renda. Até parece que hoje é dia de gastar dinheiro, parece mas não é! Obrigações são obrigações, são para cumprir. Estou tão habituado a pagar renda que até acho estranho quando as pessoas comentam comigo que deve “custar muito estar a pagar uma coisa que não é nossa.” Eu, muito sinceramente, acho que deve custar muito mais estar a pagar uma prestação de casa própria com valores iguais a um dos ordenados de um dos membros do casal, ou com um deles desempregado, ou viver às custas da sogra às escondidas do sogro, ou acabar de pagar a casa dois anos depois de morto, ou cada vez que se verifica um aumento das taxas de juro é directamente proporcional o aumento na compra de latas de salsichas, mas é só o que eu acho aqui no meu diário, evidentemente que posso estar errado! Burro é aquele que não aprende com os erros e inteligente é aquele que aprende com os erros dos outros e a verdade é que as minha colegas já me ensinaram, por onde fui passado ao longo dos anos, que eu não quero viver uma situação na qual num ano se paga quinhentos e tal euros de prestação ao banco e no seguinte, pela mesma prestação, mais de setecentos; ou então quando finalmente começam a pagar a casa não vivem lá, essa é que eu não percebo! Ela ficou colocada a duas centenas de quilómetros de casa, ele, que não é professor, arranjou trabalho a duas centenas e meia de distância da casa nova, quantas “elas e eles” não vivem situações destas? Passa-se aqui qualquer coisa que eu não percebo muito bem.
Passei pelo local da trabalho da minha quase-esposa, ainda fui beber café com o colega dela e tal, dois dedos de conversa, agradável. Já que estava por ali fui até à UNIVA, como estou desempregado, convém estar atento a estas coisas, mas singrou-se por um bom momento de conversa. Aliás acho que até dava um bom blogue: “Conversas no Centro de (Des)Emprego!” ena pá! Feito apenas com intervenções de quem lá está e por quem lá passa! Imaginemos os posts de quem espera a contrastar com os de quem lá trabalha e, vários tradutores para traduzirem os posts para português. Havia de ser bonito! Dava de cá um programa de televisão. Continuando, não saí de lá empregado, valeu pela conversa.
Fiz peixe para o almoço. Ando a namorar a ideia, não de fazer dieta, mas a de perder alguns quilos. Já arranjei culpado, foi a falta de tempo durante o ano lectivo para comer regradamente, agora estou a ficar sem desculpas.
Ao final do dia fui nadar. Não fiquei mais magro, muito pelo contrário, um gajo ali com aquela carapuça apertadinha na cabeça, em frente aos vidros que fazem de espelhos, fica mais barrigudo, portanto, conclusão a tirar: a carapuça faz um gajo mais gordo!
A Sofia foi ao shopping com a Albertina ou seja; não sei se mais logo quando ela chegar, a noite será de sexo ou de conversa sobre calmantes!
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Não pode deixar de ser, esta é dedicada ao pessoal das “Mouriscas”!
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“Ouça os professores mais velhos – possuem sabedoria e experiência. Ouça os professores mais jovens – possuem exuberância e audácia. Ouça-se principalmente a si próprio – é a única pessoa que sabe o que quer e pode fazer.”
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Quarta-feira, 1 de Julho
E pronto, lá fui eu matar saudades do Centro de Desemprego. Centro de Desemprego é um nome que se lhe adequa melhor do que Centro de Emprego e isto porque ainda não vi ninguém sair dali empregado. Há uns quantos malucos que aproveitam o apoio ao empresário empreendedor, que recebem todo o subsídio a que tem direito durante “x” tempo, todo numa só tranche e para investir em negócio próprio, são esses empreendedores que com o apoio do Centro de Desemprego que eu vou vendo por lá ano após ano, com a agravante de que os do ano anterior espatifaram o dinheiro todo e agora estão a dever ao banco, depois pedem ajuda ao Banco Alimentar Contra a Fome, porque ninguém na rede de acção social foi capaz de dizer ás pessoas para não fazerem asneiras, quiseram apenas nos gráficos e nas estatísticas mostrar que Portugal e lá a instituição onde eles trabalham, existe o apoio ao empreendedorismo, lhes foi capaz de dizer que não. Bom, mas isso não importa, isso são só pessoas que estão à rasca por não terem emprego e tentam criar o próprio, lixam-se. Desta vez fiquei surpreendido não pela quantidade de Doutores e Engenheiros que lá esperavam, mas sim pelo número de homens de cabelo branco. Deveriam estar lá umas cinquenta pessoas, das quais quinze, mais cabeça menos cabeça, seriam homens de cabelo branco que aparentavam mais de cinquenta anos. Achei engraçado a quantidade de gente que procura trabalho nos bares das praias. Eu não sei, será que aquela gente não sabe que trabalhar num bar de praia dá uma trabalheira desgraçada: os horários, de dia e de noite, sempre a andar para cá e para lá, ver aquela gente toda sem fazer nenhum e todos de férias, aturar bebedeiras e gritaria dos cachopos, ganhar uma miséria, e apenas durante o Verão, não é fácil! Mas pude constatar pelo bronzeado de umas quantas mulheres que lá estavam que ainda há quem procure esse tipo de trabalho, assim é que é.
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Nem tudo são más notícias. Por vezes muitos de nós não sabemos como abordar temos problemáticos com os nossos filhos, temos que ser delicados e modernos o suficiente para saber como abordar as questões para as quais gostariamos que a juventude ficasse alertada. Pois bem, aqui está uma ajudazinha do manual escolar de inglês de 9ºano, acerda do Binge-Drinking. Confesso que aguardo com alguma ansiedade a leitura de Fernanda Pedroso a este artigo porque dá a sensação que alguém já aborda este assunto tão problemático com os “alvos”.


É curioso o que o Ministério da Educação não diz acerca do bom trabalho dos professores!
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“Dedique algum tempo a falar com antigos alunos. Eles podem dizer-lhe que fez bem.”
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