Uma mensagem a todos os membros de LimparPortugal

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Motivação – 398

“Quando têm um dia mau, os seus alunos não têm de passar pelo mesmo. Contro-le-se! Faça acontecer algo de bom a todas as crianças todos os dias – mesmo nos seus dias maus.”

Milan Kundera – Bondade humana

Painting by Alfred  von Kowalski

Alfred_Kowalski_1

N’ “O filósofo e o lobo”, Mark Rowlands escreve e passo a citar: “No romance A Insustentável Leveza do Ser, o escritor checo Milan Kundera diz algo que creio ser fundamental e correcto acerca da natureza da bondade humana: A verdadeira bondade humana só pode manifestar-se, em toda a sua pureza e liberdade, em relação aos que não têm poder. O verdadeiro teste moral da humanidade (o mais radical, situado a um nível tão profundo que escapa à nossa percepção) reside na relação que mantém com os que estão à sua mercê: os animais. E é neste ponto que encontramos a maior derrota do homem, tão fundamental que todas as outras dela decorrem.

Se nós, humanos, damos uma importância desmesurada aos motivos e se estes são apenas máscaras que escondem uma verdade (…)”

Eu acho que só esta citação dava para um daqueles programas de canal dois que ninguém vê, mas que quando alguém comenta, se lembram de ter visto. Não tenho esse poder. Uma das coisas boas que posso fazer é um post! O facto de eu reler esta citação, faz-me pensar e reajustar algumas das prioridades e atitudes na minha vida. É consequência da leitura. Como o número de visitantes do meu blogue, há muito superou as minhas mais optimistas expectativas, resolvi partilhar o miolo do que poderia ser um excelente e enriquecedor mote para uma eventual tertulia.

Os alunos – 397

“Não interrompa nem termine as frases dos alunos que gaguejam. Deixe-os completar os pensamentos. Muitas vezes, nas crianças mais novas, a gaguez é uma fase temporária. A paciência constitui uma grande parte do bom ensino.”

O Víuvo – Fernando Dacosta

Na contra capa podemos ler que Fernando Dacosta é :”Veemente defensor do jornalismo-literário, isto é, do jornalismo como disciplina superior da literatura,(…)” e ao ler Romance “O Viúvo – memórias do fim do império” percebi porquê, a qualidade da escrita é de tal ordem, e têm por onde, que esta denominação “jornalismo literário” enaltecerá quer o jornalista que o consiga fazer, quer quem entenda que “as notícias”, a história, possam ser narradas com tamanha qualidade literária. Realmente ao alcance de poucos.

Recorrendo a uma expressão já antiga (já porque o tempo tem destas coisas!), este parágrafo é uma grande boca à incapacidade dos governantes. Indo mais ao encontro do que penso poder ser este livro, é uma metáfora sarcástica à actual conjectura social: “Estava a deixar-se tomar pelo medo. Ninguém sabe nada, afinal, das coisas verdadeiramente importantes da vida. Os conhecimentos dos doutores, dos sacerdotes, dos políticos, não chegam sequer para matar a fome aos povos, impedir as guerras, aliviar as dores e as humilhações. Ela sabia mais do que eles, bastava-lhe sorrir, pegar nas mãos e algo se transformava.”

Premiado com “O Grande Prémio de Romance Círculo de Leitores” – “Quase que não deu pela chegada da velhice. Foi-se desprendendo aos poucos das pequenas coisas, desacostagem lenta do sol, do desejo, rumo às brumas de leis imutáveis. Os cabelos no pente, a devastação no olhar, o descobrir que a idade pode ser uma água a correr sobre o corpo.”

Apenas esta frase bastaria para inicio de exame de consciência colectiva: “As crianças são justas e puras, é a nossa infinita perversidade que as torna iguais a nós, as prende em escolas que lhes decepam a ligação ao desconhecido, lhes mete armas nas mãos, lhes violenta a sensibilidade, as programa para matar, as dá prontas para a vida.” – agora respiremos.

Em jeito de piada de mau gosto, lembro que este romance foi escrito antes dos resultados das actuais eleições. “ Dos políticos nunca chega nada de bom, há que dissimular-lhes sempre o que se pensa. Séculos de Inquisição, decénios de salazarismo, perseguições, desterros, do poder só vêm arregimentadores de impostos para o Estado e de rapazes para o exército, os governos só mandam fiscais, polícias e tabelas fixando em níveis de fome os produtos da terra, vinho, frutas, cereais, carnes: enquanto não se virem provas reais de mudança, melhor será continuar a iludi-los.” – Agora que temos um governo sem maioria absoluta, é ver a oposição a querer agradar aos que lá estão, para também poder aparecer na fotografia do poder.

“Os pensamentos nem sempre são um rio, são também um poço, rodam e voltam, voltam, quanto mais fundos mais redemoinham.”

“O mundo que nos dá a televisão, sendo o nosso, é já melhor do que o nosso, talvez por isso se falam nele quase só línguas estrangeiras – a vida que mostra pode não ser real, pode ser fingida, fabricada com a do cinema e a dos romances para iludir os que se encontram abandonados na verdadeira, ser um sonho para os que não sabem sonhar.”

  O artigo da Visão pode ser lido aqui.

Sala de aula – 396

“Tenha uma máquina fotográfica Polaroid na sua sala de aula. Há sempre imensas coisas para fotografar e pendurar na parede, guardar ou mandar para casa.”

Lura – Quebrod nem Djosa

Maternidades nas escolas

As maternidades deveriam ser construídas em edifícios contíguos às escolas. Assim como assim, nós já lhe tiramos a chucha ou o dedo da boca, mudamos as fraldas e, há uns quantos que deitamos para dormir a sesta, isto no infantário, e outros que acordamos para não dormirem a sesta, os restantes. Portanto constata-se que existe alguém que ensina alguma das regras de bom e saudável descanso. Afinal as normas para dormir, devem ser ministradas por alguém que não seja a televisão. Os elementos da geração do futuro, quando acordam já estão na escola, onde almoçam, crescem e se fazem gente (com todas as limitações que isso implica). Chegam à residência “paternal” ou ao que houver mais parecido com isso, junto com o noticiário das oito e cinco minutos depois de um dos progenitores chegar estão a dormir. Pelo menos deveriam. Tendo em conta as horas e o estado em que alguns deles chegam.

Na eventualidade de não estudarem absolutamente nada, a escola (a tal ao lado da maternidade), depois das aulas de apoio e de mais uma catrefada de coisas providencia RVCCs, EFAs, PDAs que ninguém sabe o que é, nem tão pouco interessa e também não serve absolutamente para coisa nenhuma. Ao serem empurrados para fora da escola, estagiam nos subsídios e para evitar essa situação, agindo em conformidade com os princípios estabelecidos em livros poeirentos, o edifício escola deveria ser albergado pelas indústrias fabris. Ou pelo menos nos centros comerciais deveria de haver uma extensão. Voltaremos ao centro comercial mais tarde visto que num futuro próximo desempenhará um papel fundamental e central na vida não só dos elementos da geração do futuro, como também nos actuais.

Se os donos das fábricas exigissem aos empresários das mesmas mão-de-obra que saiba fazer algo mais do que faltar à segunda-feira, então o oportuno seria as fábricas definirem os currículos escolares de acordo com as suas necessidades. O Estado deixaria de ter uma despesa inútil: pagar para ensinar a quem não quer aprender. Vejamos o caso das escolas privadas. Os pais alegam que os professores são mais exigentes. Quando na realidade quem exige mais são os pais aos próprios filhos. “Como eu ando a pagar, tens de estudar!”. Logo, se as fábricas formassem os próprios alunos, teriam que ser eles a suportar os próprios custos do ensino. Isso far-se-ia de forma muito fácil. Atribuindo bolsas. Daquelas em que o “aprendendo” pagará quando ingressar no mercado de trabalho, isto é na respectiva fábrica onde irá exercer a sua formação. Quanto mais tempo demorar a ficar apto para trabalhar, como é óbvio, mais juros pagará. Um par de “coisas” a reter muito importante: o Estado deixava de ter despesas com a educação, assunto arrumado. O país passava a produzir qualquer coisa, nem que fosse apenas mão-de-obra. Passaríamos a ter gente apta para trabalhar em vez de receber como actualmente, subsídio para não trabalhar, caso não trabalhasse ficaria a dever facto de ainda não ter formação profissional suficiente. Os professores, os formadores, as auxiliares de acção educativa, as cozinheiras, os porteiros, os seguranças, a polícia segura, o condutor do autocarro e o ajudante seriam renumerados, evidentemente, pela fábrica que albergasse a maternidade da escola. Um cenário destes faria com que a Lua fosse habitada, porque toda a gente trabalharia qualquer coisa, em vez de “fazer qualquer coisa”, e temos gente que chegue para ir viver para a Lua, deixando a Terra, este paraíso, para quem pode. Visto que os socialmente desfavorecidos não tem cá lugar. São apenas parasitas. Por mais que se esforcem nunca passam de piolhos.

Ragnarök

Na mitologia nórdica, Ragnarök é a batalha que levará ao fim do Mundo (de forma semelhante ao Armageddon), na região de Midgard. Ragnarök não significa “Crepúsculo Divino” (como se poderá pensar, a partir da tetralogia de Wagner); essa expressão é a tradução de Götterdämmerung, que, por sua vez, é uma tradução incorrecta da palavra alemã Ragnarök. A confusão deriva da semelhança entre o nórdico antigo rök (“destino final”) e rökr (“crepúsculo”). A batalha será travada entre os deuses ( Aesires e Vanires, liderado por Odin) e as forças do mal (os gigantes de fogo, os Jotuns entre outros monstros, liderados por Loki). Esta batalha não levaria apenas à destruição dos deuses, gigantes e monstros: o próprio universo seria despedaçado irreversivelmente em partes. Entre outros acontecimentos profetizados, Fenrir será solto e irá devorar Odin, após um inverno tríplice, com neve caindo dos quatro cantos do céu, ventos cortantes e um sol que não trará mais alegria. Seguir-se-ão mais três invernos e neste tempo, toda sorte de guerra e discórdia se espalhará pelo universo. Estes dois grupos foram rivais desde o início dos tempos, mas os Aesir conseguiram ao longo de sua existência, prender alguns dos principais gigantes e o próprio Loki, que ficou atado em tortura eterna numa caverna. Mas pela influência das mentiras de Loki, Rune-Midgard começa a sofrer grandes males, como um rigoroso inverno, batalhas e caos entre os seres humanos. O sol e a lua -Sol e Mani- são finalmente consumidos pelos dois lobos místicos, Skoll, perseguidor do Sol, e Hati, perseguidor da Lua (ou Mani). Estes lobos, de acordo com a mitologia, são os causadores dos eclipses solares e lunares. Quando Sol e Mani são devorados pelos lobos, a terra treme, e assim vários seres, incluindo Loki e Fenrir (um de seus muitos filhos, um gigantesco lobo) são soltos, desencadeando o Ragnarök. Os Aesir, alertados, juntam-se aos Einhejar, os valorosos guerreiros mortos, e aos vanas, os espíritos naturais, e rumam ao campo de Vigrid, onde há muito tempo havia sido predito que a última batalha tomaria forma. Surt, por sua vez, liderará as tropas dos filhos de Musphelhein, lançando fogo nos nove mundos. A horda marchará pela ponte do arco-íris, Bifrost, que quebrará sob os cascos dos cavalos. De um lado, os Aesir, Vanas e Einhejar, e do outro os gigantes do gelo, o exército de mortos de Hel (deusa do inferno) e Loki e seus seguidores. Uma grande batalha acontece, marcando o fim dos deuses e dos gigantes: Odin é morto por Fenrir, mas fere-o mortalmente; Thor mata Jomungard, a serpente gigante que habita os mares de Midgard, mas é envenenado por ela; Loki é morto e mata Heimdall, um dos mais valentes Aesir, Tyr o mais corajoso deus que ousou botar a mão na boca de Fenrir, fora morto por Garm o lobo guardião do lar de Hel (também filha de Loki). O céu escurece e as estrelas caem em Midgard, que é consumido pelo fogo e depois tragada pelo mar. Pouco dos antigos Aesir sobrevivem, e o Ragnarök destrói também Midgard. Das ruinas da batalha, um novo sol subirá aos céus, e uma nova terra se erguerá dos mares. Lif e Lifthrasir, os dois únicos humanos sobreviventes, que se esconderam sob as raízes de Yggdrasil, a árvore que sustentava os nove mundos, repovoarão o mundo, agora livre de seus males, num tempo de harmonia entre deuses e homens. Ao contrário do Armagedon e do Apocalipse, o Ragnarök é um ciclo, de forma que, após a destruição completa do Universo, tudo se reconstrói para passar por um próximo Ragnarök. O Demónio Morroc falará nhol.

Tudo mudou – Que vergonha!

Este é um daqueles mails que, quer pelo seu conteúdo, quer pela sua mensagem, o que é a mesmíssima coisa, mereçe algum destaque. Pouco. Mas mesmo assim ainda mereçe mais do que aqueles sobre aquela gente que enche o bandulho às nossas custas fazendo de nós otários. Já tentei ir ver televisão, mas a coisa está pior ainda.

“Nascemos nos anos 30, 40 e 50… foi difícil mudar todos os conceitos de várias gerações. Faz apenas 50 anos que apareceu a televisão, o chuveiro eléctrico, a  declaração dos direitos humanos e a revista Playboy. Casar era para sempre, sustentar os filhos era  somente até que eles conseguissem emprego, as certezas duravam toda a vida e os homens eram osprimeiros a serem servidos à mesa de jantar. As avós eram umas velhinhas, hoje, essas avós de 40 ou 50 anos  são uns “aviões”. Todos vestimos o mesmo que os nossos filhos. Não existem mais velhos como antigamente. Esta foi uma geração em que mudou tudo. Culpa da guerra, da pílula, da internet, da globalização, do muro de Berlim, da televisão e da tecnologia. Até morrer hoje é diferente. Na minha rua havia um velhinho que morria aos poucos. Demorou uns dez anos a morrer e isto aconteceu logo a seguir a completar os 57 a nos. Hoje morre-se com 80 ou aos 90 e é num repente.Com a pílula, a mulher passou a ter os filhos que quis e ela sempre quis poucos. Como não conseguimos sozinhos sustentar a família, elas saíram para a  luta para se poder pagar a comida congelada, a luz e o telefone. Se as coisas não vão bem, é fácil a separação, difícil é pagar a pensão. Na realidade, há mães solteiras com pouco mais de doze anos. Depois serão chefes de família, com muitos filhos de muitos pais. Em 50 anos tiraram a Filosofia da educação básica, e como o pensamento era reprimido, com a revolução tudo mudou para libertação. Pedagogia da libertação, Teologia da libertação, Psicologia da libertação. Deu no que deu. Burrice libertada. Burrice votada e eleita. Para as pessoas de mais de   50 anos, os palhaços eram o Rico e o Pobre . Hoje o povo inteiro é meio palhaço, meio pateta. Ladrão era o Palma Inácio e o Bandido da Luz Vermelha;  hoje os ladrões tomaram conta dos Palácios, das Câmaras e das Regiões e de tudo onde podem deitar a unha. A Lola mamona só trabalhava na zona da Praça do Chile. O Presidente da República e o Primeiro-Ministro não eram um qualquer advogado ou um falso engenheiro mas sim um português totalmente alfabetizado. Experiências com feijão e algodão a germinar fazíamos na escola primária e não em vôos espaciais, que custam 12 milhões de dólares. Movimento social era o que chamávamos a uma reunião dançante. O dia das mentiras não era uma data nacional. Piercing ou ossos na cabeça quem os usava eram os pretos. Tatuagens eram coisas de criminosos do bas fond. Casa de campo era algo de filme de terror e não um local onde os ministros dividem o saque. O Caseiro não era mais ético do que ministro. A Quadrilha era uma dança e não razão de existência de partidos políticos. O Clube dos Mau-Maus era um grupo de inofensivos playboys lisboetas e não um País inteiro. Viram o futebol começar a mandar na política. Bandidos (como o tal Inácio) e assassinos (como o moçambicano que queria meter as pessoas no Campo Pequeno e fuzilá-las) serem glorificados como heróis… Vimos polícias (uma força de segurança) sindicalizados e a fazer greve… Juízes (um órgão de soberania) a fazerem greve também… Gente poderosa (ou por dentro) a avisar a Fátima Felgueiras para fugir e não ser presa, ou o Pinto da Costa para não ser preso nem apanhado em falso… Ou a deixar aberta a porta para o padre assassino e gay fugir da prisão no Funchal…Vimos a permanente falta de médicos, porque a corporação destes impõe ano após ano um número clausus baixíssimo para com a carência poderem fazer-se pagar a peso de ouro e a ponto de termos de importar médicos de Espanha e aproveitar outros oriundos dos países de Leste… As pessoas de mais de 50 estão por tudo isto meias tontas, mas vão andando. Fumaram e deixaram de fumar. Beberam whisky com muito gelo, hoje tomam água mineral. Foram marxistas até descobrirem quem eram o Harpo, o Chico e o Groucho, e que o marxismo é um grande engodo. Vimos os deputados da Assembleia da República picarem o ponto pela Páscoa e saírem de imediato para um fim-de-semana antecipado… Ou irem assistir a um jogo de futebol a Barcelona e quererem não só que lhe retirem a falta, como ainda lhe paguem ajudas de custo…Ninguém tem mais a certeza de nada e a única música dos Beatles que apetece tocar é o “Help”. Pára Portugal, que a malta de mais de 50 anos quer descer!!!  Ao ler esta mensagem dá um aperto no coração só de pensar que tudo isto é pura verdade! Que a nossa realidade é de fazer vergonha! E o pior, é que já ninguém sabe o que é “vergonha”?  Se isto é (ou ainda é) um país, alguém tem de fazer alguma coisa”.