Limpar Portugal na comunicação social

LimparPortugal

Vamos limpar a floresta portuguesa num só dia – 20-03-2010

Uma mensagem a todos os membros de LimparPortugal PROJECTO “LIMPAR PORTUGAL”

Amanhã na sintonia mais verde da televisão portuguesa.

RTP2 – Quarta, 10 de Fev de 2010 pelas 19:00h

RTPN – Domingo, 14 de Fev de 2010 pelas 04:10h

RTP Internacional – 5ª feira, 11 de Fev de 2010 pelas 02:15h

RTP África – 5ª feira, 11 de Fev de 2010 pelas 02:15h

Explicação de georeferenciação e registo de pontos de lixo no http://www.3rdblock.net/

A COORDENAÇÃO NACIONAL Visite LimparPortugal em: http://limparportugal.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

Limpar Portugal

Uma mensagem a todos os membros de LimparPortugal
Olá, Voluntários

Estamos a pouco mais de 30 dias, do Dia L. Chegou a hora, de todos ajudarem, de todos deitarem Mãos à Obra. As dificuldades têm sido e são muitas, mas facilmente ultrapassáveis.

Faltam 38 dias, ainda existem alguns aspectos importantíssimos a resolver, e que só vocês o podem fazer, dentro de cada concelho a que pertencem. Ainda existem grupos onde o número de voluntários e de lixeiras é quase nulo. Existem grupos, que ainda não tem coordenador.

Apelamos, a todos os voluntários que:

· Verifiquem se o vosso concelho está organizado e em andamento.
- Se Sim, comuniquem com o grupo, e ofereçam a vossa ajuda.
Apoiem o vosso Coordenador, toda a ajuda que possam dar é importante.
- Se Não, juntem um grupo de amigos e organizem-no, nunca é tarde para
começar. Existem grupos, que só agora arrancaram com o trabalho, e estão a
ter sucesso.
Todos os Concelhos, tem que ter um grupo de coordenadores.

· Verifiquem se o Registo de Lixeiras está a ser feito
- Sem lixeiras, não há Dia L.
- É urgente, que saiam e vão localizar lixeiras. Após a sua localização,
registem-nas, on-line.
- Verifiquem, se já tem meios de recolha, transporte e deposição do lixo.

É já uma certeza de que muitos mais voluntários irão aparecer no Dia L.

Vamos contar com um grande apoio das TVs e Rádios Nacionais, mas até lá ainda há muito que fazer.

Não deixe de participar nesta grande festa, do dia 20 de Março de 2010, que é de todos.,

Parabéns por estar aqui.

Limpar Portugal / Coordenação Nacional

Visite LimparPortugal em: http://limparportugal.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

Motivação – 449

“Procure saber a história da sua escola. Este conhecimento ajudá-lo-á a transmitir uma noção de orgulho e tradição aos seus alunos.”

Se não fossem os velhos…

Dia nº 37

Nº de piolhos recém-chegados: 6

Nº de piolhos recém-nascidos: 8     

Nº de piolhos residentes: 154

Nº de refeições diárias por piolho: 5

Total diário de refeições consumidas: 770

Total acumulado de vítimas parasitadas: 5669

Jantar. Acho que está na hora de jantar. Não é que tenha muita fome. Mas, já que as pessoas estão aqui à mão de parasitar, tenho que aproveitar. Qual é que será a novela do jantar? “Ai que bom, ainda bem que a minha sogra fica com os cachopos, assim ficamos livres para poder sair para a night!”Raro, muito raro, é das primeiras que ouço a dizer bem da sogra.“E podemos ficar até tarde, o pai dele sai cedo e assim sendo ele pode chegar ao escritório à hora que quiser e bem lhe apetecer.” E agora está a dizer bem do sogro? “Graças a Deus que o homem é construtor. Bela casa que ele nos ofereceu. Ainda por cima o escritório fica logo ali no quintal. A sogra fica toda contente quando vamos lá almoçar, é só passar o muro. Nunca na vida que eu vou deixar fugir um partido destes.”Engraçado, se bem que há humanos que se queixam, por outro lado também os há que levam grandes vidas. Estes é que a gente devia parasitar. Embora eu ache que eles nos fazem concorrência.

Sala de aula – 448

“Tenha em casa duplicados dos livros de textos, para não ter de andar carregado. Não há nada no seu contrato que diga que um bom professor tem de andar carregado de livros.”

Sem olhar para trás – Gilberto de Nucci

Gilberto de Nucci tem uma excelente imagem a respeito do nosso comportamento. Segundo ele, os homens caminham pela face da Terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás. Na sacola frente, nós colocamos as nossas qualidades. Na sacola de trás, guardamos os nossos defeitos. Por isso, durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos, presas em nosso peito. Ao mesmo tempo, reparamos impiedosamente, nas costas do companheiro que está adiante, todos os defeitos que ele possui. E nos julgamos melhores que ele – sem perceber que a pessoa andando atrás de nós, está pensando a mesma coisa a nosso respeito.

Vendedores de barretes

Dia nº 36

Nº de piolhos recém-chegados: 6

Nº de piolhos recém-nascidos: 8     

Nº de piolhos residentes: 140

Nº de refeições diárias por piolho: 5

Total diário de refeições consumidas: 700

Total acumulado de vítimas parasitadas: 4899

Seis e meia da manhã. Isto começa cedo. É difícil ter que acordar logo com a actividade das senhoras da limpeza mas… é a vida o que é que se há-de fazer? Pronto. Já aí vêm os primeiros passageiros. Chegou a hora do pequeno-almoço. Aí está o primeiro voluntário a sentar-se. Um saltinho e… já cá estou. Uma picadinha, anestesiante e… venha daí o alimento. E as ideias. Isto é melhor do que ler o jornal. “Epá que chatice! Uma casa tão boa, a um preço tão jeitoso, com terreno e tudo, tinha que estar tudo embrulhado. O terreno é bom, já dava para plantar uma dúzia de árvores. Tinha que haver complicações, chiça! O dono não quer acabar a casa; o construtor quer vender a casa por acabar, ou se for ele a concluir a obra que começou, o preço dispara como uma flecha; o vendedor não finge que não percebe nada do que se está a passar. A simulação permite-nos pedir um crédito que conseguimos suportar até aos valores anunciados, mas com as obras de conclusão… temos que partir para outra.”Eu ainda aqui fico a acabar o meu pequeno-almoço. “Os três apartamentos junto ao super mercado, com aqueles preços, mesmo por acabar, estavam uma pechincha. Afinal está tudo embrulhado com a falência do construtor e é uma habitação horizontal, não pode ser parcelada, ou seja tem que ser vendido tudo junto. Ainda se fosse vertical, dava para comprarmos só o nosso, mas não é possível vender separado.” Agora deixou-me curioso, o que é que será que vai sair desta confusão? “O T2 com duplex era extraordinário! Até parecia que iríamos viver num sonho. Desapareceu o dono. Ninguém consegue vender aquela m****. Quer dizer, estar à venda está, mas não se pode vender, porque não se descobre o dono. Anda meio mundo à procura dele: finanças, banco, imobiliária e mais o diabo a sete.”A voz tem anunciado as estações e ele ainda não pensou em sair, vou ficar mais um bocadinho. “O outro apartamento da varanda grande, grande não enorme, que até tem um preço camarada, os inquilinos tem dois processos em tribunal: um com o construtor, outro entre eles porque não querem pagar o condomínio.”Por essas e por outras é que os parasitas não têm nem precisam de casa própria, para quê? É só chatices. “Aquele todo moderno, à estreia, impecável, mesmo do melhor, a vendedora fez-nos umas simulações que ficaríamos com uma prestação que dava para comprar uma casa, um barco, dois carros e uma bicicleta. Oi! Esta é a minha estação!” É agora que este se vê livre de mim, obrigadinho pelo pequeno-almoço. E disto isto saltou da cabeça. Estes humanos quando se fartam de estar bem com a vida, inventam problemas. Não os percebo.

Motivação – 447

“Se o ensino for para si só um emprego, não é um verdadeiro professor e sim apenas um técnico. A diferença está na paixão!”

O Gato e o Rato – Gunter Gräss

Sinopse: “(…)Com um olhar retrospectivo lançado ao ano de 1959, Pilenz conta-nos acerca do admirado e desprezado colega de turma Mahlke, na Danzig dos tempos da guerra, cuja maçã-de-adão maior do que o normal faz dele uma espécie de figura à margem. Mahlke era seguido, amado, invejado pelos seus colegas do liceu pela sua estranha postura em relação a Deus, à Virgem Maria e pela chave de parafusos que traz ao pescoço. Mahlke trava um combate desesperado pela sua integração, pela colmatação da brecha existencial entre «Gato» e «Rato», e acabará por, na vitória, falhar. É uma obra que através do choque de um adolescente com o meio hostil do liceu representa uma crítica à sociedade nacional-socialista dos tempos da guerra.” – até aqui tudo muito bem, muito normal, próprio da idade dos rapazes mas a nota do tradutor marca a diferença: “(…) Foi minha intenção fornecer (…) elementos necessários para proporcionar ao leitor (…) que lhe permita compreender e aperceber-se (…) das diversas referências à cultura e literatura alemã, a figuras do passado ou contemporâneas da acção aqui relatadas (…) a instituições e realidades vividas durante o regime nacional-socialista, entre outras.” É aqui que reside a espectacularidade deste trabalho, paralelamente ao romance, tal como na vida da juventude de então, vai decorrendo toda uma história da Alemanha que vive em guerra. Exemplificando; na página 61 podemos ler: “(…) levaram-no para Stutthof2 e aí permaneceu (…)” a referência para aquele “2” é a seguinte: “Campo de concentração (Sztutowo em polaco) situado a trinta e quatro quilómetros de Danzig, o primeiro a ser estabelecido (1939) fora do território alemão, que terá produzido no mínimo oitenta e cinco mil vítimas. Também aí poderá ter sido cometido um dos crimes mais hediondos do nazismo, a investigação conducente à produção de sabão a partir de gordura humana, muito embora existam dúvidas a esse respeito.”

E os raciocínios do tal jovem diferente dos outros: “Agora já têm de abater quarenta, se quiserem ter aquilo. Logo de início e quando eles acabaram o que tinham a fazer em França e no Norte, bastavam conseguirem vinte para a receber. Se continuar assim…?” – referindo-se a uma medalha de mérito.

O verdadeiro espectáculo está nas Notas: “Capítulo 6; nota 5 – Engelbert Humperdinck (1854-1921) foi um compositor alemão cuja obra mais conhecida é a ópera Hänsel und Gretel (c.1891). Humperdinck sofreu influências de Richard Wagner (1813-1883), de quem foi assistente.” Só mais uma para acabar: “Capítulo 13; nota 9 – As duas figuras representadas nos cartazes a que Grass faz referência são conhecidas como Kohlenklau, uma espécie de «pilha-carvão» (à semelhança de um «pilha-galinhas») que representa o desperdício de energia, e Groschengrab, o «saca-tostões», figura oportunista que representa igualmente o desperdício. Nos cartazes do Groschengrab são feitas advertências às donas de casa no sentido de se aproveitar melhor os alimentos, aconselha-se a que se adoptem hábitos de alimentação saudáveis, à moderação nas quantidades ingeridas, etc. As duas figuras (desenhadas de modo a parecerem sinistras, mas ainda assim algo simpáticas, pois no fundo representam o lado desperdiçador de cada cidadão) são consideradas responsáveis pelo desperdício de bens essenciais como o carvão, a energia eléctrica e o gás, bem como dos próprios alimentos, disponíveis em quantidade reduzida. Inserem-se numa campanha de sensibilização do público para a necessidade de uma poupança generalizada, em prol do esforço de guerra.” – e são estes pormenores que em mim fizeram a grande diferença na leitura de um aparentemente simples romance.

Novo estilo de parasitismo

Dia nº 35

Nº de piolhos recém-chegados: 6

Nº de piolhos recém-nascidos: 8 

Nº de piolhos residentes: 126

Nº de refeições diárias por piolho: 5

Total diário de refeições consumidas: 630

Total acumulado de vítimas parasitadas: 4199

- Maaãe! – Sim filho. – Porque é que os piolhos todos andam sempre de roda do pai? – Isso é uma longa história… – Queres que chame os manos para que possamos todos ouvir? – Não! – porquê? É segredo, ou não existe história, ou não é longa, ou o quê? – Deixa-te lá dessas coisas. – Maaãe! Já não sou nenhum cachopo. Para te estares a esquivar, alguma coisa se passa. – Se calhar está a chegar a altura. – Pois está. – Senta-te aí filho. Senta-te. Mas primeiro quero-te pedir que mantenhas esta conversa entre nós. – Tu és minha mãe, vais contar-me algo sobre o meu pai que nem os meus irmãos podem saber, consideras que eu sou digno de ouvir, então mãe, irei guardar essa informação como se fosse um tesouro. – Pois bem, a vida do teu pai nem sempre foi fácil. Todos os parasitas correm muitos riscos. A sua vida enquanto ser que vive às custas dos outros pode acabar de um momento para o outro e de forma violenta. O teu pai apercebendo-se disso e das dificuldades que passava enquanto parasita, resolveu vir para a cidade grande. Aqui teve de enfrentar unhas, coçadelas, pentes finos, produtos químicos e todas as dificuldades de quem vive por conta de outrem. Sendo tão difícil a sobrevivência, em condições que não lhe davam futuro nenhum, resolveu mudar de táctica: mudou de humano. – Como assim? – O teu pai reinventou a forma de parasitismo. – Como? – Em vez de ficar sempre na mesma cabeça e de procriar, não o fez. Ele mudou de cabeça. E ao mudar de cabeça algo de muito estranho lhe aconteceu. – Que foi?! – Ele apercebeu-se de que ouvia os pensamentos dos humanos. – Ele o quê? – questionou o filho com um ar de incredulidade – é uma modernice que acabei de inventar: piolhos com ar de incredulidade. Continuado que isto foi só um espaço em jeito de intervalo: – Ao aplicar o anestesiante nos humanos de modo a não deixar coagular o sangue, o teu pai passou a ouvir vozes. Assustado e não querendo ser morto pelas técnicas usadas para acabar com a vida dos parasitas, mudou de cabeça e ao alimentar-se voltou a ouvir o que o humano pensava. Todas as acções dos humanos são pensadas, racionais. E assim o teu pai tinha a oportunidade de saber quando corria risco de ser coçado por umas unhas, ou mesmo a zona da cabeça que mais comichão fazia ao humano e mudava de sítio. – Não é possível! – Constatou que mudando de humano sistematicamente, eles nem se apercebiam que estavam a ser parasitados. – Como assim? – Dantes, nós os parasitas vivíamos sempre do mesmo que nos alimentava. O teu pai reinventou o parasitismo: comendo um pouquinho de cada, ninguém se apercebe e nós prosperamos. – Uauh! – Ainda não acabou. – Há mais? – Claro, se ainda não acabou. O teu pai resolveu partilhar este estilo de vida com os outros piolhos. Ao princípio só conseguiu convencer um pobre desgraçado que para aí anda, que resolveu parasitar apenas humanos com sangue cheio de químicos, até que nos convidou, a mim e ao teu tio. Quando cá chegamos, depois da refeição, ele contou-nos o que tinha ouvido. Perguntou-nos se nós ouvíamos também. – E vocês?! – Ficamos sem saber como reagir. Aquilo parecia um disparate de todo o tamanho e não voltamos a falar mais nisso. Com o passar do tempo, tanto eu como o teu tio fomo-nos apercebendo que ele tinha falado a verdade. Pois de cada vez que um piolho se dirigia a ele, o teu pai sugeria-lhe um humano, e esse piolho, passado uns dias voltava com mais desgraçados para esta vida de parasitismo. O teu tio foi dos primeiros a fazer isso. A partir daí, apercebeu-se do grande poder do teu pai e prestou-lhe vassalagem. Tal como todos que vivem esta vida farta e sem riscos, desde que cumpram as regras que o teu pai estipulou, gozam de uma grande vida. Foram eles que promoveram o teu pai a “Grande Líder”.