NYPD Red – James Patterson

Capa-NYPD-RedFui cortar o cabelo. Sábado de manhã, tenho que arranjar tempo! Pensei de mim para comigo: fico lá à espera. O barbeiro demora uma eternidade mas, se eu chegar cedo, pode ser que ainda seja atendido antes do almoço. O que é que eu hei de fazer para ocupar o tempo até chegar a minha vez? Foi a grande questão. Vou comprar uma revista de carros. O jornal não diz nada de jeito e uma revista de carros sempre me motiva a jogar no totoloto. Lá fui. Vi os preços. Ora uma revista de carros é mais cara do que um jornal e quase tão cara como os livros que estavam lá ao lado. Por €4,99 prefiro comprar um livro.

Aqui deixo a minha homenagem aos homens e mulheres que dão o peito às balas (e que “nós”  tratamos tão mal), fazendo uma citação: “- Importas-te que eu me sente aqui? – perguntei, enfiando-me no banco corrido à sua frente. – Tens a imagem de uma Donzela em Sofrimento a sair-te pelos poros e eu tenho um gene de Príncipe Valente que é hiperativo.

– Pensei que todos os polícias tinham esse problema – disse ela. – Mas tu és o primeiro a tentar animar-me.

– É porque tens escrito na testa Psicóloga do Departamento – disse eu. – Têm medo de que tu os analises se começarem a falar contigo.

– Analisar o quê? – disse ela. – São todos doidos, por isso é que são polícias, e são todos polícias, por isso continuam doidos.” – página 26

Até foi uma leitura fixe. Assim como que um episódio CSI tipo filme!

Fahrenheit 451 – Ray Bradbury

Fahrenheit 451“Os livros são apenas um meio de recolher, de conservar um conjunto de coisas que tememos esquecer.” página 87

“- Horas livres, sim. Mas tempo para pensar? Se não guia a cento e cinquenta à hora, uma velocidade que apenas permite pensar no perigo, faz qualquer desporto ou fica sentado numa sala onde é impossível discutir com as quatro paredes do televisor. Porquê? O televisor é real. Está presente. Tem dimensões. Ele diz-lhe o que deve pensar, uiva-lhe na cara. Ele deve ter razão. Parece ter razão. Empurra-vos com tal ritmo para as suas conclusões que o espírito não tem tempo de gritar: «É idiota».

– Apesar de tudo a «família» são «pessoas».

– Como?

– A minha mulher diz que os livros não têm «realidade».

– Valha-me Deus! O senhor pode fechá-los e dizer: «Um minuto de descanso». Representa, em relação a eles, o papel de um deus. Mas quem conseguiu já alguma vez livrar-se das garras que o apertam, uma vez ligado o televisor? (…)” – página 88

“- Milhares, pelas estradas, pelos caminhos de ferro esquecidos, vagabundos por fora, bibliotecas vivas por dentro.” – página 149

in Fahrenheit 451 de Ray Bradbury

Roberto Aussel – I – Atahualpa Yupanqui – Milonga, Vidala

Walid El Sayed – Sou da geração do basta

Hallelujah (Leonard Cohen) – Soren Madsen

Monkey Training for a Circus

World press photo 2015

«Monkey Training for a Circus». Nature, 1st prize singles | Yongzhi Chu

world press photo 2015

Afinal hoje é que é sexta feira 13

Picture0002Por esta e por outras como esta é que eu resolvi escrever no blogue “O diário do Zé Pedro”. É que de tão insólitas, disparatadas e ridículas eram, as coisas que me aconteciam, que chegavam a ser cómicas. Parecia humor puro e simples em vez de realidade. Entretanto acabou a competência e o profissionalismo e banalizou-se a vulgaridade. Hoje as coisas resolvem-se com um microfone na cabeça, culpando o computador, a internet ou “eles lá” pela falta de transparência que permite meter a mão ao bolso do otário. Eu otário me confesso: as mulheres tem razão, vale a pena estar atento aquela coisa da concorrência dos tarifários dos telemóveis. Sempre se poupa alguma coisita. Resolvi mudar de tarifário. Possível é mas… tanto tempo ao telefone, satura. Não, não quero mudar a internet. Não, nem a televisão. Não, nem a rede fixa cá de casa. É só o tarifário deste telemóvel. Não, nem a família toda. Não. Então não é consigo? Falo com a sua colega sim senhor!  O meu problema? Tenho medo de amanhã acordar com um torcicolo por estar à mais de meia hora ao telefone!

Reticências…

Vamos lá ver se eu percebi: não tenho contrato de fidelização convosco e não posso mudar de tarifário, não me posso desvincular de vocês, é isso? Sim. Não tenho contrato de fidelização, quero desvincular-me deste tarifário e não posso, é isso? Sim. Então não quero mais nada com vocês. Não pode. Não posso? Não.

Reticências outra vez…

No dia a seguir, que é hoje, fui a um balcão. Para poder falar com alguém, com gente, com uma pessoa que me explique, que me explique, não! Que me altere o tarifário. Cheguei ao balcão. Expliquei o que pretendia.  Sim senhor. Ligue para este número. Foi a resposta.

Reticências outra vez para não escrever asneiras. É que ela marcou o número e passou-me o telefone para a mão! Oh valha-me Deus! Por isso reticências…

Então o que é que a menina está aqui a fazer? Se quiser reclamar, pode reclamar.

Posto isto resolvi vir para casa gravar “baixos”. É quando gravo uma música com a máquina fotográfica, não ouço os “baixos” na gravação. Agora o computador não lê o chip da máquina fotográfica.

Estão a ver porque é que escrevi um blogue? Isto parece mentira!