Entre Dois Mundos – Suzan Saxman

Entre Dois Mundos – Suzan Saxman

Uma interessante leitura, não de “Uma viagem ao mundo dos espíritos”, como diz o título – Entre Dois Mundos Uma Viagem ao Mundo dos Espíritos – mas uma viagem ao mundo dos físicos. Pois é a partir deste mundo, desta vida física, que poderemos ter (ou não) acesso ao mundo dos espíritos. Verbos de ação, uma leitura rápida e sem repetições, sempre com informação nova. É uma história real e Suzan Saxman conta-nos o ponto de vista de uma criança com capacidades sensitivas, ignorada e desprezada pelos adultos. Sendo sempre o alvo da censura e nunca, sequer, de uma fugaz tentativa de compreensão e tão necessária ajuda para que uma criança possa viver normal, sem se sentir desprezada, diferente, culpada. É narrado também o comportamento de alguns adultos, esses sim, passíveis de censura, mas… protegidos pelo estatuto social, quer de mãe ou até mesmo de freiras. Ao entrar na idade adulta, a tarefa de ser o canal de comunicação dos mortos para com os vivos, não diminui de dificuldade. O fato de se sentir sempre deslocada, de não fazer parte, a apenas a alguns leitores é dada a oportunidade de se identificarem com isso. Outros não saberão do que estou a falar. A coisa, a vida complica-se quando Suzan Saxman nos vai explicando que sente onde deve ir, com quem deve estar e que, como apoio, tem apenas uma ou duas pessoas. Com dedos a apontar dizendo que está errada, vindos da família, a tarefa de viver, de acordo com a sua intuição, torna-se muito, mas mesmo muito difícil. Este livro é um ensinamento, não como fazer, não como desenvolver capacidades mediúnicas, mas sim de como respeitar quem vive com esta tão hercúlea tarefa. A questão aqui não é de opinar, basta não ler a história, mas sim, depois de narrados os fatos, como compreender, aceitar, a diferença no outro. Em relação à vida depois da morte, não vou dizer nada, os interessados podem ler o livro.

São muitos os episódios em que as pessoas que usufruem da capacidade da Suzan Saxman, não a valorizam, não respeitam o trabalho que tem, mesmo que tenha sido feito a pedido do próprio. Felizmente a maioria soube aproveitar a oportunidade para ficar com questões que as assombravam, esclarecidas.  

Fica bem vincada a diferença entre espiritualidade, e a oportunidade de comunicar com os mortos, e o sensacionalismo, a futilidade de pessoas que perguntam coisas como “O meu namorado tem outra?”. Quem faz uma pergunta dessas, não precisa de alguém ligado à espiritualidade para responder, pois já sabe a resposta. Por outro lado, quando alguém ouve a resposta a uma dúvida, a um ressentimento por parte de quem já partiu, a vida fica mais fácil.

“Suzan revela-nos agora o longo caminho que percorreu até se aceitar a si mesma e, ao mesmo tempo, desvendar os segredos que há muito ensombravam a sua família. Numa narrativa poderosa, que evoca tanto as suas experiências pessoais como as sensações de espiritismo realizadas com outros, ela mostra-nos o que significa verdadeiramente estar entre dois mundos.” – in contracapa

Kingsbridge: O amanhecer de uma Nova Era – Ken Follett

Não é à toa que lhe chamamos “Idade das Trevas”.

De volta ao prazer da leitura. Foi uma leitura feita lentamente, qual lume brando, para permitir saborear todas as palavras, os momentos, as imagens mentais da narrativa. Ainda espreitei na televisão as séries “The Last Kingdom”, cuja ação decorre um século antes, e ainda “Knightfall”, que decorre três séculos depois, já com Templários à mistura, mas… “The Last Kingdom” desfalcada de gente e limitada a muita violência e, na esperança de já se poder verificar mais enredo social em “Knightfall”, acabam por ser duas séries ensombradas, empurradas para terceiro plano, pela qualidade literária de “Kingsbridge: O amanhecer de uma Nova Era”. A qualidade é tanta, os personagens são tão intensos e cheios de vida que se tornou fácil viver dentro da narrativa. E a extraordinária surpresa que foi ter tido o privilégio de ler uma prequela publicada após trinta anos de “Os Pilares da Terra” (que vou reler de seguida, tal como “Um Mundo sem fim”). Ou seja, gostei tanto que, excetuando a Bíblia, é a primeira vez que vou fazer, não uma, mas duas (4, são duas vezes dois volumes – muito talento!) releituras. Para quem, como eu, gostou de “Os Pilares da Terra” e de “Um Mundo sem fim”… recomendo vivamente a leitura. Este ainda é melhor do que os outros! Foi escrito em lume brando… A jovem nobre francesa que rompe com tradições, ajuda o pai na governação, casa por amor e depois, qual lado negro da lua… Não conto mais. Um jovem miserável, com cebolas e pão como alimento, uma vez por dia, aprende, com os anos, a deixar de ser sarcástico e passar a ser comedido até para revelar a própria inteligência, não invejada, mas proibida por todos. Uma escrava que quase, quase que ia sendo considerada mulher… Um Rei que não governa, qual primeiro-ministro do século XXI, desenrasca! Muita paixão, personagens muito densos e, quando se justifica um intervalo, um bocado de porrada à mistura, chamam-se uns vikings à história, só para juntar mais um par de personagens vazios.

Contracapa:

“Ken Follet, autor bestseller internacional, regressa com um novo romance apaixonante – prequela de Os Pilares da Terra – que nos transporta ao início da Idade Média em Inglaterra.

Corre o ano de 997 d.C., aproximando-se o final da Idade das Trevas. Inglaterra enfrenta os ataques dos galeses vindos de oeste e dos viquingues a leste. Os poderosos dispõem de justiça a seu bel-prazer, reinando o caos. Nestes tempos conturbados, cruzam-se os destinos de três personagens. A vida de um jovem construtor de barcos é arruinada quando o único lar que conhece é atacado pelos viquingues, obrigando a que ele e a sua família mudem de terra e recomecem a vida num lugarejo ao qual não se consegue adaptar… Uma mulher nobre da Normandia casa-se por amor e segue o marido até uma terra nova além-mar. Contudo, os hábitos da nova pátria são profundamente diferentes e, à medida que começa a aperceber-se de que em seu redor se desenrola uma luta constante e brutal pelo poder, compreende que um único passo em falso poderá redundar em catástrofe… Um monge tem o sonho de transformar a sua humildade abadia num centro de conhecimento que suscite a admiração de toda a Europa. E os três entram num perigoso conflito com um bispo arguto e impiedoso que tudo fará para aumentar a riqueza e o poder que detém.

Há trinta anos, Ken Follett publicou o seu romance mais célebre, Os Pilares da Terra. Agora, esta prequela magistral leva-nos numa viagem épica a um passado rico em ambição e rivalidade, mortes e nascimentos, amor e ódio.”

Confere! Excelente!

Reiki – As Raízes Japonesas – Sandra Ramos e Jorge A. Ramos

Uma leitura bastante enriquecedora. Transcrevo algumas palavras dos autores, Sandra Ramos e Jorge Ramos, que permitem deslindar o que por lá se pode ler.

“Mas voltemo-nos agora para as raízes do Reiki e vejamos o que Mikao Usui afirmava acerca da dádiva que deixou à humanidade:

«O Reiki é uma técnica de cura espiritual e cura energética. A cura espiritual proporciona o relembrar da consciência universal, enquanto a cura energética remove os sintomas da mente que causam desordens a nível físico.

Quando as doenças se manifestam, são acompanhadas de importantes mensagens para o desenvolvimento ou despertar espiritual da pessoa que as contrai.

A cura energética, por si só, pode resolver desordens mentais que causam problemas a nível físico. Contudo, a verdadeira cura não acontecerá a menos que se entenda a mensagem espiritual acoplada à desordem mental.

Assim, o Reiki traz harmonia ao lado energético, curando verdadeiramente a mente e o corpo, e proporcionando também mudanças ao nível da consciência.»

Entrar no mundo do Reiki, é começar a viver uma aventura apaixonante de constantes descobertas interiores, sensações, sentimentos; é iluminar o amor e a compaixão que reside no coração dos seres humanos e compreender que somos todos Um.” –p.57

“O equilíbrio da nossa energia Ki é assim essencial para que o organismo tenha um funcionamento perfeito, pois está constantemente a ser desequilibrado com angústias, depressões, pensamentos e atitudes negativas, alimentação e respiração incorreta, preocupações excessivas, falta de autoconfiança e de amor próprio, entre muitos outros fatores.

A nossa energia Ki desgastada pode então ser harmonizada através da energia Rei – da Energia Universal – promovendo o equilíbrio, o aperfeiçoamento e a melhoria da qualidade de vida em todos os níveis do nosso Ser.” -p.59

“Neste momento delicado da história da humanidade é necessário muito amor. Com o nosso trabalho, temos constatado que o amor é como um oxigénio para a lama; se o ser humano não recebe amor, a sua alma sente vontade de partir ou então fica a arrastar-se na Terra, não vive, preenche-se de medos, assoberba-se de trabalho ou autoanula-se por intermédio de uma das vias existentes para o efeito, como o álcool ou a droga.

O Reiki, ao ser uma vibração de amor puro, incondicional, é, em muitos casos, como uma tábua de salvação, é o tal oxigénio que vai renovar a alma, vai trazer esperança ao ser humano, a esperança de que talvez ainda valha a pena olhar para o mundo e dizer «sim, eu vou conseguir», a esperança de que talvez ainda valha a pena olhar para dentro e dizer «sim, eu amo-me e vou mudar a minha vida».” –p.67

“São principalmente as energias dos múltiplos medos, mas também de ódios, ansiedades, mágoas, julgamentos, intenções impróprias, de sentimentos de culpa, de autopunição, invejas, e outros estado psíquicos desarmonizadores.

Faça um pequeno exercício e volte a reler o parágrafo anterior, agora mais pausadamente; observe quais as sensações que as palavras lhe transmitem e note como as próprias vibrações do seu corpo mudam.

Com este pequeno exercício talvez o leitor fique com uma pequena noção do que é uma energia de baixa vibração – e note que são somente palavras; se for a própria energia para a qual as palavras remetem, o impacto é bem maior.” -p.174

Reiki O Caminho do Coração – Upanishad K. Kessler

“Para entender melhor como funciona o Reiki, é preciso definir as palavras “Vida” e “Saúde” sem nos limitarmos ao plano físico. A prática do Reiki ensina-me que corpo e espírito (espírito no sentido de psique ou alma) são uma unidade e que não podemos providenciar saúde holística se excluirmos uma das partes. Além da ausência de sintomas de doença, saúde plena e holística significa um desejo contínuo e permanente do indivíduo para se transformar, curar, crescer como pessoa e ser humano. (…) Estagnação, apego a coisas e pessoas significa parar no caminho evolutivo, significa adoecer primeiro no nível emocional-mental e, posteriormente, no nível físico. Saúde é quando o individuo é capaz de responder às exigências da vida, enfrentando os desafios sem precisar de se proteger do sofrimento, e superá-los. Superar os medos significa ganhar flexibilidade, versatilidade e habilidade para praticar a Arte de Viver.” – p.25

“O modo moderno de viver leva a uma certa desconexão com as coisas simples da vida, tudo está embalado em plástico, pasteurizado e homogeneizado. O homem moderno toca cada vez menos no seu semelhante, os relacionamentos são cada vez mais anónimos. Hoje sabemos melhor o que acontece num país distante do que aquilo que acontece ao nosso vizinho. Parece cada vez mais difícil relacionar-se positiva e satisfatoriamente. As estruturas familiares em todo o mundo estão a mudar profundamente e necessitamos de novas respostas às perguntas emergentes. Acredito que o Reiki seja uma resposta entre várias outras. É a resposta do toque, da interação incondicional e da entrega a algo maior do que nossa mente estreita.” – p. 107

“Em primeiro lugar, examine o motivo do seu interesse. De que está realmente a precisar e como pode obter isso? Você já recebeu Reiki e sente-se chamado, precisa de um tratamento mais extenso ou está simplesmente curioso para saber mais? Se o seu principal motivo for curiosidade, gostaria de lhe aconselhar “matá-la” com algumas aplicações (sessões) individuais de Reiki. Lembre-se de que não é necessário estar doente para beneficiar do Reiki. É melhor você ter uma experiência prévia por meio de aplicações de Reiki, assim saberá melhor se o caminho do Reiki pode ser o seu. Está disposto a entregar uma eventual doença ao florescimento do seu coração e do seu amor por si mesmo ou prefere “ser curado” o mais rapidamente possível sem precisar de mudar nada? Lembre-se de que o Reiki vai ajudá-lo a curar-se, mas conta com a sua cooperação.” – p. 141

“É exatamente o que está a acontecer hoje em dia com o “Reiki-Dô”, o caminho do Reiki: até 1982, logo após a morte da Sra. Takata, não havia nada escrito sobre ele. Desde então, está a ser divulgado mundialmente e é dado menos valor à riqueza oculta da prática na sua forma mais original. Superficialmente, reduz-se o Reiki ao aspeto da prática de cura (física), enquanto outros aspetos como o crescimento pessoal e a disciplina espiritual são desconhecidos por parte dos iniciados: tem-se a ferramenta na mão e não se sabe tudo sobre a sua utilidade.” – p. 145

“Logo após a minha primeira iniciação em Reiki, entendi intuitivamente que ainda não sabia qual era o verdadeiro significado do Reiki. Embora eu fosse capaz de confirmar na prática o que foi dito durante o curso, não consegui “enquadrar” o Reiki no meu raciocínio. Iniciado no segundo grau, pratiquei muito mais Reiki e acreditei ter entendido que ele era simplesmente uma energia que fluía através das minhas mãos. Finalmente, quando me tornei mestre de Reiki, as palavras sumiram-se, os pensamentos afastaram-se e, com eles, até a vontade de questionar. Não queria “saber mais” sobre Reiki. Entendi o Reiki noutra dimensão. Quando cheguei tão perto do Reiki, parecia que ele tinha desaparecido. Na verdade não era o Reiki que tinha desparecido, mas o meu conceito de Reiki, a ilusão a seu respeito. Como se um “muro mental” tivesse de desaparecer para que eu entendesse ter visto o muro e não a verdade em si. Tinha procurado Reiki “em algum lugar”, mas não dentro de mim. E o que é mais profundo em mim do que o momento de silêncio que existe entre cada batida do coração?”. – p.24

O lugar das árvores tristes – Lénia Rufino

Luz própria. Este livro tem luz própria, brilha só com o seu conteúdo. Não é preciso mais nada. Muitas memórias, de muita gente, de um par de gerações, têm aqui tema de conversa e de reparação de (eventuais) danos em crenças debilitantes implantadas na memória que se tornam castradoras da felicidade.

Transcrevo, sem autorização da Lénia Rufino, uma página que… sinceramente espero que aguce a vossa curiosidade porque, pelas sensações que fui tendo no desenrolar da narrativa, sugiro a leitura da mesma, pois pode vir a ser um momento de introspeção e quem sabe, revelador de situações de vida, não apenas das personagens, recalcadas.

“- Não, não o provoquei. Nem a si. Nem a ninguém. Ia a casa de uma amiga e ele agarrou-me no meio da rua, prendeu-me, magoou-me e não entendi nada do que se estava a passar. Não sei porque ele me fez aquilo, não sei porque me tocou.

– Se calhar és tu que fazes os homens terem pensamentos maus, Lurdes.

– Eu? Eu não fiz nada, padre…

– Os homens são seres frágeis, cheios de pecado por dentro. Quando encontram uma mulher que lhes revira a cabeça, às vezes deixam a natureza ser mais forte e fazem coisas que vocês não entendem. Não há de ser por mal. É o instinto, acho.

– O que é que o senhor sabe disso? É padre, não vive como um homem normal.

– Mas sou um homem normal.

– Isso quer dizer que também tem pensamentos destes?

– Quer dizer que percebo o que eles sentem. As tentações estão em todo o lado, e tu és uma delas.

– Eu não fiz nada…

– Quem era ele?

– Não importa.

– Importa, sim. Poderia ter ajudado se o tivesse ouvido em confissão.

– Ajudado? Como? Quem?

– A ele, ora. Com certeza carregará consigo o peso do que te fez.

– Não carrega coisa nenhuma. Ninguém carrega. A única pessoa que foi olhada de lado por tudo o que aconteceu fui eu. E eu não tive culpa, estava só ali na rua, sozinha, a caminho da casa da minha amiga. Não pedi que me fizessem nada daquilo.

– Tu levas os homens à loucura, rapariga.

– Não entendo.” – página 106

Já pensei a quem vou oferecer um exemplar. Agora resta-me esperar pelo subsídio de férias para poder comprar em número suficiente…

Reiki para crianças – Johnny De’ Carli

Ainda por cima tenho o privilégio de trabalhar com crianças. Todos os dias. Todos os anos. Mantêm as coisas simples. Senão vejamos:

“O amor das crianças é universal. Sorriem e fazem amizades num instante. Respeitam as diferenças entre as pessoas. As crianças não guardam mágoas e rancores como os adultos, perdoam com muita facilidade.” – p.13

“Sentimos raiva quando alguém contraria os nossos desejos. A raiva gera muita infelicidade, prejudica a saúde do nosso corpo e o nosso entendimento. Cega a razão. Quanto mais raiva cultivamos, menos felicidade e paz sentimos. A raiva é um veneno, uma fonte de destruição que se acumula nas células do nosso corpo.” – p.60

“Com as preocupações, sofremos em vão se o problema não surge e sofremos novamente se ele aparece. A nossa saúde melhora quase imediatamente quando a nossa preocupação acaba. A criança nasce feliz porque nasce sem preocupações. O adulto pode perder a felicidade se viver preocupado.” – p.61

“O ser humano pode ser comparado a uma instalação elétrica completa, cuja lâmpada não acende por estar desatarraxada. O que o mestre de Reiki faz é somente atarraxar o contacto da lâmpada. O reikiano não é criado pelo Mestre, mas sim despertado. Por isso, chamamos ao Nível 1 da técnica Reiki «O Despertar». – p.169

“Hawayo Takata tratou muitos casos diferentes com êxito e aprendeu que, para tratar do efeito seria preciso remover a causa.” – p.99

“O equilíbrio das emoções e dos pensamentos é tão importante como o equilíbrio do corpo. Os gregos pregaram sempre: «mente sã, corpo são!», que quer dizer: se os pensamentos são bons, o corpo é saudável.” – p.184

Simples. Gratidão por teres lido.

Alcoólicos Anônimos Atinge a Maioridade – uma breve história de AA

Uma leitura muito interessante que carece de divulgação. O texto da contracapa explica muito bem o conteúdo do livro: “Esta é uma visão interna e ampla de Alcoólicos Anônimos, um movimento incomparável em seu impacto espiritual e influência social. É para todos aqueles que estão interessados em conhecer a história de como AA começou, como seus princípios de Recuperação, Unidade e Serviço foram desenvolvidos e por que meios essa irmandade tem crescido e expandido sua mensagem ao redor do mundo. Além disso, aqui é revelada uma riqueza de acontecimentos e casos que ilustram o poder dramático dos métodos básico de Alcoólicos Anônimos.”

Em vez de escrever e opinar, partilho convosco algumas passagens… curiosas:

«Foi o Dr. Tiebout que, ajudado pelo Dr. Kirby Colllier, de Rochester, e Dwight Anderson, de New York, persuadiu a Sociedade Médica do Estado de New York, em 1944, e posteriormente a Associação Psiquiátrica Americana, em 1949, a deixar-me, sendo eu leigo, ler a respeito de AA por ocasião de sua reunião anual, assim acelerando a aceitação do então pouco conhecido AA pelos médicos do mundo inteiro. (…)

Naturalmente, os pesquisadores que representavam as diversas escolas de psiquiatria estavam em considerável desacordo a respeito do verdadeiro significado das novas descobertas. (…)

Enfrentando um risco muito grande para sua reputação profissional, Harry Tiebout tem continuado, desde então, a apoiar AA em seu trabalho junto à classe psiquiátrica.» – p.3

«Muitas dessas antigas pessoas e histórias continuaram surgindo em minha memória à medida que nós em St. Louis continuamos revendo a história de crescimento de AA. Recordamos o entusiasmo da formação do primeiro grupo de AA, exclusivamente por correspondência, em Little Rock, em Arkansas; o primeiro grupo canadense em Toronto e logo depois os de Windsor e Vancouver, British Columbia; as primeiras tentativas na Austrália e Hawaí; que criaram um padrão mais tarde seguido em setenta países estrangeiros e nas possessões dos Estados Unidos; recordamos a comovente história do jovem norueguês de Greenwich, em Connecticut, que vendeu tudo o que possuía para ir a Oslo, a fim de ajudar o seu irmão, e desse modo foi iniciado o grupo naquela cidade; o grupo de Alaska que se formou graças a um explorador de petróleo, nas selvas, que encontrou um livro de AA num velho tambor de óleo; os alcoólicos de Utah, que alcançaram a sobriedade em AA e encontraram urânio durante o processo; a expansão de AA na África do Sul, México, Porto Rico, América do Sul, Inglaterra, Escócia, Irlanda, França e Holanda, e logo de seguida no Japão; ainda na Groenlândia e Islândia, bem como a história do Capitão Jack e um petroleiro da Standard Oil, expandindo AA à medida que navegava. Em tais reminiscências felizes, nós em St. Louis revimos como AA atravessou barreiras de distâncias, raça, credo e idioma e vimos nossa Irmandade alcançar os quatro cantos do globo terrestre.” – p.23

«Os franceses, em Paris, estavam ainda muito desconfiados a respeito de AA e eram dominados pela fantástica racionalização de que o vinho não era bebida alcoólica de forma algum e era, portanto, uma bebida completamente inofensiva!

Em Londres e Liverpool encontramos alguns desses ingleses realmente anônimos. Naqueles dias, suas reuniões tinham uma atmosfera definitivamente parlamentar, incluindo um martelo com o qual davam pancadas sobre a mesa nos momentos apropriados.» – p.24

«Umas das típicas histórias dos Membros Solitários foi a do pastor de ovelhas australiano que viva a 3.200 quilômetros da cidade mais próxima, onde anualmente vendia sua lã. A fim de conseguir melhores preços, ele tinha que ir à cidade num determinado mês do ano. Mas quando soube que ia ser realizado um grande encontro regional de AA, em data posterior, quando os preços da lã teriam baixado, ele assumiu feliz um prejuízo financeiro para então fazer a sua viagem. Eis o quanto significava uma reunião de AA para este homem.» – p.27

«Um dos maiores destaques da Convenção apareceu nesta mensagem:

Procedência; Casa Branca; Remetente: O Presidente dos Estados Unidos

Por favor, transmita a todos os participantes de sua reunião do Vigésimo Aniversário meus sinceros votos pelo êxito de sua Convenção. A história do crescimento e serviço de sua comunidade é uma inspiração para aqueles que, através da pesquisa, perseverança e fé, avançam em busca da solução de muitos problemas sérios de saúde pessoal e pública.

Dwight D. Eisenhower

Quando este telegrama foi lido para os participantes da Convenção, sentimos uma grande alegria com profunda humildade.» – p.32

«Tinha sido detido totalmente embriagado. Segurava sua garrafa vazia. O juiz perguntou-lhe: “Você bebeu toda a garrafa?” “Oh! Sim!” “Porque você bebeu toda a garrafa?” “Porque que perdi a rolha!”» – p.70

«Depois de alguns meses, a revista encontrou um tipo diferente de dificuldade. Aconteceu que o FBI publicou durante muito tempo uma folha chamada Grapevine. Essa publicação tinha como finalidade manter informado o pessoal do FBI a respeito de suas últimas atividades. As coisas finalmente se encaixaram, quando começamos a chamar nossa revista mensal de AA Grapevine.» – p.194

Ho’oponopono, Mindfulness e Reiki – Juliana De’Carli

Conversa interessante. Esta leitura foi como conversar com alguém que sabe mais do que eu acerca destes assuntos. O que é ótimo! Até que chegou a um ponto que essa conversa acabou e começou a aula. Tirando aquelas partes em que diz que disse no outro livro que escreveu, os testemunhos das pessoas que leram o outro livro, é uma boa leitura para tornar estes temas: ho’oponopono; mindfulness e Reiki, conversa. E quanto mais estes temas forem “conversa”, mais é permitido à minha espiritualidade crescer, porque é alimentada.

“Perdoar não significa que terá de aceitar a pessoa na sua vida novamente. Significa que perdoou dentro de si o que lhe fizeram, para ficar bem, mas não tem necessariamente de desculpar a pessoa e trazê-la de volta para a sua vida. Desculpar quer dizer que o leitor está a tirar a culpa do outro que lhe fez mal, para que ele se sinta bem também. Nem sempre fará bem uma reaproximação. Se optar por aceitá-la e magoar-se novamente, mas uma vez será responsável por tal situação.” – p.64

“A nossa mente tem uma natureza agitada que faz com que a consciência acabe por se perder em pensamentos passados e futuros, tirando a concentração do que estamos a fazer e impedindo a vivência do momento presente. Desta forma, o momento presente perde o valor, pois não estamos a dar-lhe a atenção que merece. É como passear com a família e pensar em trabalho, ou querer estar noutro lugar que não ali. O leitor deixa de aproveitar o que está disponível para si naquele momento, sendo que o momento presente é o único que pode vivenciar.” – p.91-92

“O reiki é um método de equilíbrio, reposição e desbloqueio energético que se torna possível através da canalização de energia – feita por uma pessoa corretamente iniciada por um mestre habilitado – a si próprio ou a um cliente, principalmente por imposição das mãos.” – p.107

“A técnica Reiki é considerada uma terapia «holística», palavra advinda do radical grego Holos, que significa «total». Portanto, é uma terapia que trabalha o ser como um todo, isto é, o corpo físico, emocional, mental e espiritual. Desta forma, podemos aplicar Reiki quando sentimos dores no corpo físico (como as cólicas menstruais femininas). Podemos tratar de uma depressão que se encontra no corpo emocional ou tratar o corpo mental, acalmando a mente e os pensamentos de alguém em estado de extrema agitação ou ansiedade. Também podemos tratar o corpo espiritual, alimentado pelas práticas de conexão com o divino.” – p.109

“Como já referi, o Reiki é um método em que a energia é utilizada para a cura ou simplesmente para a manutenção da saúde em todos os seus aspetos. O Reiki não é uma religião nem está vinculado a nenhuma delas.” – p.114

“Quando cria expetativas, está à espera de uma resposta, um resultado que já conhece. Além de afirmar a falta do que deseja e fortalecê-la, ainda possui uma ideia fixa sobre isso. Assim, não dá espaço para que a divindade atue livremente. O poder divino pode mostrar uma solução, caminho ou realização que não estava na sua mente.” – p.192

O Guia Definitivo dos Chakras – Athena Perrakis

“Escolhe um livro álbum ilustrado para ler na 2ª sessão.” foi o que pediu a formadora. Resolvi sair da minha zona de conforto. Porque não? Tínhamos abordado a função dos ilustradores nos livros e, como estava para ali um tão bonito, resolvi recorrer a este argumento, da ação de formação, e ler “O Guia Definitivo dos Chakras”. Durante a leitura fui ganhando consciência de quão fora da zona de conforto estava…

No início da leitura, vi uma foto de Athena Perrakis, a autora, e pensei um coisa. No final da leitura, ao chegar à mesma foto, pensei outra.

Afinal não estou assim tão fora da minha zona de conforto conforme pensei. Em vez de tecer uma crítica, deixo-vos algumas citações para… colorir a (eventual) descoberta que permite a leitura deste livro.

Em relação às ilustrações… passei a seguir Roberta Orpwood pelo facebook e em http://www.soulbirdart.com

“O fluxo de energia é extremamente importante, já que determina a sua saúde e felicidade, e indica se está em harmonia com o seu ambiente. Por este motivo, compreender os chakras e melhorar o fluxo de energia que os atravessa pode literalmente trazer-lhe mais saúde, felicidade, harmonia, prosperidade, amor, bem-estar, proteção e conforto. Os seu chakras são portais para o poder espiritual (…).” – página 6

“O Chakra do Coração é o centro do universo de energia do seu corpo. Está localizado por cima do seu coração físico e regula o fluxo de energia, do mesmo modo que o seu coração físico regula o fluxo sanguíneo. Aqui é onde reside a mágoa e também o afeto mais profundo; aqui reside a capacidade de conter; curar e ajudar todo o planeta, todo o universo; e aqui reside a compaixão por todas as pessoas, em todos os locais, através do tempo.” – página 96

“Qual é a sua forma de se ligar à energia de Deus/Fonte/Criador neste momento? Quando quer sentir um maior contato com o Divino, o que faz e para onde vai? Existe uma pessoa ou local que consiga ligá-la instantaneamente ao seu sentido de divindade? Talvez exista uma peça de música que a ajude a ligar-se mais profundamente?” – página 155

«Xamã» vem da palavra siberiana saman, ou «guardião do conhecimento». Atualmente, os seres humanos costumam pegar em conceitos espirituais profundos e processá-los através da lente do intelecto (talvez devido à nossa experiência enquanto filhos da Revolução Industrial e do Método Científico, que valorizam o trabalho árduo, os factos e os dados). Por conseguinte, na cultura ocidental procuramos e privilegiamos a educação, a formação e as credenciais, quando procuramos alguém profundamente espiritual. No entanto, não existem credenciais no reino do espírito e, em muitas tradições, os anciãos mais sábios são também os mais humildes.” – in O Guia Definitivo dos Chakras, p.189

Pedro Alecrim – António Mota

Fiz (novamente) a leitura do “Pedro Alecrim” com mais uma turma do 6º ano. Desta vez o convite foi tentarmos fazer uma tertúlia. Estas são as frases que selecionei de cada capítulo para explicar a razão que levou à escolha das mesmas. Isto se os alunos me derem tempo de antena!

“Terminaram as aulas e começa a confusão.” – cap. 1, p.5

“Um dia fomos à poça espreitar e vimos uma grande quantidade de rãs pequeninas, com aqueles olhos muito abertos!…” – cap.2, p.11

“Claro que não sou bom aluno; de vez em quando, tenho negativas, mas lá me vou aguentando.” – cap. 3, p.14

“Esbaforido com a correria, encontrei o Nicolau junto de uma ribeira onde cresciam agriões em barda.” – cap.4, p.18

“Faço de conta que não ouço e entro no quarto.” – cap.5, p.24

“Não consigo entender muitas coisas.” – cap.6, p.29

“Mas não, não era nada fácil. Até o dicionário eu não sabia consultar.” – cap.7, p.33

“Mais tarde, comecei a espirrar.” – cap.8, p.39

“Se eu fosse professor explicava o porquê das coisas, com palavras fáceis para que toda a gente compreendesse.” – cap.9, p.42

“-Pedro, co-co-como é um hos-hos-hospital?” – cap.10, p.46

“Não resisti e perguntei-lhe o que tinha.” – cap.11, p.47

“Por vezes tenta descarregar os nervos no lombo do Rosquilho, o nosso gato. Mas raramente lhe acerta, porque o bichano, além de magro, é muito esperto, e sabe escapulir-se a tempo…” – cap.12, p.55

“Mal as portas abriram, a sala ficou de repente vazia.” – cap.13, p.63

“Sorri.” – cap.14, p.67

“Como é que podíamos ser bons alunos se nem sequer temos condições para estudar em casa?…” – cap. 15, p.70

“Há dias perguntou-me o que é que eu diria se ela resolvesse casar de novo.”- cap.16, p.75

“Acabaram as aulas.” – cap.17, p.77

“Estar “preparado para tudo”… para tudo… Que frase tão estúpida!” – cap.18, p.81

“Apareceu o padre Leandro, abriu o breviário e leu baixinho, mas eu não ouvi nada.” – cap.19, p.84

“A água ancorada na mina entretanto esgotara-se.” – cap.21, p.91

“E fiquei surpreendido ao ver, dentro do envelope, guardanapos de papel escritos de ponta a ponta.” – cap.21, p.93

“Um abraço bem apertado deste teu grande amigo.” – cap.22, p.107

“Mais tarde, sentámo-nos à varanda, e eu aprendi a pôr as cordas no cavaquinho.” – cap.23, p.111

«Palavras difíceis!». Lembram-se da expressão? Realmente que parvoíce tão grande avisar logo à partida que se trata de uma coisa difícil… Antes de aprenderem o significado, os alunos já sabem que “é difícil”. É quase como ter medo do escuro “Não vás p’rá ai porque ’tá escuro!”.

serôdias

pegas

aturdido

açougue

escapulir-se

tojeiros (a nossa escola fica no sopé da Serra de Montejunto, temos lá dos maiores carrascos da Europa!)

viola braguesa

bengala de lódão (tenho que ir ver à internet…)

círios