Ulisses – Maria Alberta Menéres

Um desafio literário interessantíssimo!

Vamos ler em conjunto? Vamos. E depois vamos fazer uma tertúlia. Uma quê? Tertúlia. Vamos por em comum, partilhar o que lemos. Frases, citações, opiniões, vamos falar sobre o livro. Um de cada vez, ordeiramente e tal…

Quem é que alinha? A Rita, a Francisca, a Miriam e eu! De salientar que estas três leitoras são minhas alunas de 6ºano. Desta lista, que livro é que vocês escolhem?

“Ulisses” de Maria Alberta Menéres. Fui requisitar à biblioteca da escola. Primeira surpresa: está autografado pela autora. Sim! Um livro na biblioteca escolar autografado por quem o escreveu. Que grande bónus para a nossa tertúlia.

Então cá vai a minha parte:

Primeira frase que destaco, logo a primeira: “Fascinantes são as aventuras de Ulisses. Através dos tempos, muitos foram os escritores que elas inspiraram” – página 5. Ou seja, vou ler as aventuras de um personagem que serviu de inspiração para muitos outros escritores. Muita mais gente há de ter escrito, prolongado no tempo, livros baseados ou inspirados neste personagem. Registo a frase porque é digna de nota.

Segunda frase que saliento: “Lá iam a caminho de Ítaca, pelo mar fora, vencendo vento e vento através de onda e onda.” – página 18. Chamar a atenção para a repetição como recurso expressivo. “vento e vento”, “onda e onda”. Não foram precisas muitas palavras para descrever o local e tempo da ação, mas percebe-se muito bem o que se está a passar.

Terceira, logo na página 22: “Agora pergunto-vos eu: E os ciclopes, existem?”. A autora comunica diretamente com o leitor. A leitura sai para além da narrativa, ou seja, não leio apenas uma história como também sinto que a autora comunica comigo. Faço parte.

Uma excelente artimanha narrativa que permite salvar o personagem de sarilhos. De início não é percetível a justificação do recurso a este nome mas, com o desenrolar da história, revela-se muito útil, vital até, o nome… “Ninguém”! Página 32: “- Ai meus irmãos, acudam! Ninguém quer matar-me…”

Quinta. Um momento de suspense e de malandrice que toca até o leitor, a curiosidade. E agora? Não se pode fazer. Faz-se ou não? “Prosseguiram viagem. Mas a verdade é que todos ardiam de curiosidade. O que teria aquele saco misterioso? E se espreitassem só um bocadinho? Assim não haveria mal nenhum…” – página 37. Isto vai correr mal!

Mais uma: “(…) Olha o cão enorme de três cabeças (…)” – página 47. Será primo daquele do Harry Potter?

Outra: “E o cântico chorava suavíssimo, violentíssimo (…)” – página 57. Coisa mai’ linda. Um cântico a chorar suave e violento. Poesia. Um cântico em vez de cantar, chora. Suave e violento, que grande contraste.

Mais: “(…) Beija o chão (…)” – página 60. Já vi o Papa fazer isto na televisão.

Chega. Só mais uma para acabar. Afinal não quero fazer o resumo da história nem ter que opinar sobre tudo, somos quatro, não sou só eu mas… esta tem que ser! Aliás já Virginia Woolf o ano passado, no 5º,andava de roda dos animais com o papagaio. Página 63: “(…) é o Argus, seu velhíssimo cão, o único ser vivo que o reconheceu logo, o seu antigo companheiro (…)”.

E pronto. Qual é que é o livro que vamos ler a seguir?

Vida e Alma – Helena Sacadura Cabral

Na contra capa está escrito: “Há hoje uma grande necessidade de reencontrar valores e emoções que a maioria de nós julga perdidos. Não estão. Apenas se encontram adormecidos. Talvez por isso, começou a nascer em mim a vontade de repensá-los. Foi assim que surgiu este livro, em que reflito sobre os sentimentos e os valores que fazem de mim a mulher que hoje sou.

Acredito que a sensação que me invade quando penso que tenho família, amor, amizade, saúde, casa e trabalho é muito próxima da que, julgo, será a da felicidade. E, quando me é dada a fabulosa possibilidade de ver dois netos crescer, devo estar muito perto de poder considerar-me uma mulher feliz! Será que não deveríamos todos, neste momento difícil para muitos, tentar requalificar as nossas prioridades, de modo a sentirmo-nos um pouco menos infelizes e vazios?

Espero que ao lerem este livro possam fazer a vossa própria viagem sentimental e persigam na busca incansável dos valores que quebram a espuma dos dias e são o esteio do nosso corpo e da nossa alma.” – e foi. Um serão bem passado. Muito enriquecedor. Introspetivo e com muito esgar de sorrisos e anuências à mistura. Alguns assopros e uma chávena de café (duas na verdade). Embora tenha sido uma leitura feita sozinho, trouxe comigo muita gente. Partes que gostaria de partilhar convosco? São tantas que faria uma cópia do livro. Limito-me a recomendar a sua leitura. Obrigado Helena (por ter partilhado comigo). E obrigado Mamã por me teres oferecido o livro.

O jovem Törless – Robert Musil

Ao iniciar a leitura pensei que seria uma “grande boca” de como os pais, ao quererem legitimamente a melhor educação para os seus filhos, optavam por delegar tal tarefa em colégios internos. Lá dentro, diferente classes socias, interesses e feitios, acabam por se misturar e fiz o paralelismo com a atualidade onde diferentes grupos de interesse estabelecem relações de parasitismo em benefício mútuo. Ainda pensei que o colégio fosse impor alguma coisa, mas não, os jovens tem aventuras que chegue para desbravarem um mundo literário interessantíssimo! No qual Robert Musil brilha com momentos de pura genialidade ao conseguir entrar na mente de um jovem de 15 anitos, o personagem principal “o jovem Törless” e descrever com exatidão, curiosidade e interesse, a amálgama de sentimentos e emoções em erupção, próprias da juventude em contraste com a normalidade, com a regra, com o que se espera que sejam todos os outros, e que o são efetivamente: falsos, intriguistas, interesseiros… cruéis e leais (por conveniência).

Mas depois de pensar isto tudo, resolvi contextualizar e lembrar-me que Robert Musil escreveu “O jovem Törless” em 1906 dentro do contexto social possível, ainda antes da primeira guerra mundial! Portanto o melhor para mim seria continuar a ler sem fazer conjeturas…  Afinal a coisa é mais simples: um jovem, num internato que é o símbolo do filtro, da clivagem social por onde todos passam e (supostamente) ficam iguais, propositadamente, num sistema rígido que exerce influência despótica no ser humano, o personagem, no campo aberto das hipóteses de formação da personalidade aos quinze anitos, é o recurso pelo qual Robert Musil protesta contra “as políticas, os métodos de formação do adolescente e a violência padronizada que esmagam as liberdades individuais”.

Só dois exemplos, para aguçar a curiosidade, a página 110:

“(…) as nossas palavras, de longe, anseiam por isso, torna-se simples e perde o que tem de inquietante mal entra no ritmo da nossa vida diária.

Subitamente todas essas lembranças tinham em comum o mesmo mistério. Como se pertencessem umas às outras, estavam todas diante dele, nítidas e palpáveis.

Desde a sua origem, elas vinham acompanhadas por uma obscura emoção, de que ele quase não se lembrava.

E era exatamente por isso que ele agora se esforçava. Ocorreu-lhe que, certa vez, quando estava com o pai diante de uma daquelas paisagens, exclamou: «Oh, que bonito!» – e ficou embaraçado ao perceber que o pai se alegrara. Pois também poderia ter dito: É horrivelmente triste. Era a falha das palavras que o torturava, a vaga consciência de que as palavras eram apenas subterfúgios transitórios para as coisas realmente experimentadas.

E hoje lembrava-se dessa cena, lembrava-se das palavras, e lembrou-se nitidamente da sensação de que mentira sem saber porquê. O seu olhar reviu tudo mais uma vez na memória.  E tudo voltava sempre sem alívio. Um sorriso de encantamento ante a riqueza de ideias que ele ainda mantinha (…)” – acabou a página! Relembro: dentro da mente de um jovem de quinze anitos, em 1906. Grande é ainda hoje a influência literária do século XIX! Só mais uma, a 197: “(…) enigmas que recentemente  haviam torturado e esse efeito ecoava, numa voz sombria e distante, do fundo das suas experiências. Era exatamente nisso que ele não queria pensar agora.

De vez em quando tinha, porém, de pensar: e então assaltava-o um profundo desespero, uma vergonha fatigada e triste.

Mas ele também não pretendia prestar contas sobre essas coisas.

O motivo residia nas peculiares condições de vida no Internato. Com forças jovens e impetuosas retidas por detrás de muros cinzentos, a fantasia multiplicava-se imagens sensuais que punham muitos dos rapazes fora de si.

Certo graus de devassidão até passava por ser uma qualidade viril e ousada; era como se conquistassem os prazeres proibidos. Especialmente quando se comparavam com a aparência melancolicamente respeitável de certos professores, a palavra «moral» assumia uma conotação ridícula, ligada a ombros estreitos, barriguinha abaulada e pernas finas, por detrás dos óculos uns inofensivos olhos de carneiro, como se a vida não passasse de um edificante prado florido.

Enfim, no Internato, Törless ainda não sabia nada da vida, com todos os seus graus de perversidade e devassidão, de morbidez e grotesco, e que (…)” – acabou a página.

Reiki para a vida – Penelope Quest

“É oportuno analisar bem a sua vida, para perceber se ela está a ajudá-lo ou a dificultar-lhe a missão de alcançar um ideal de saúde holística.(continua)” – página 112

Uma leitura que não é para curiosos. Se pretende apenas informação generalista, não é necessário um calhamaço destes. Por outro lado, se já tens algum nível de ReiKi, é uma leitura que sugiro, quer para rever, relembrar um pouco este assunto, quer para despertar, alertar ou melhor ainda; para informar que ainda há mais caminho para percorrer. Fá-lo. A gente encontra-se por ai.

Não é só juntar as mãos e fazer Reiki! Então e o resto, o que causa o desequilíbrio? “(continuação) A sua dieta é realmente saudável ou agarra comida rápida enquanto corre para a reunião seguinte? As suas relações mais importantes – com parceiros, crianças, irmãos, pais e amigos próximos – são saudáveis e afetuosas, ou desgastantes e tensas? Está feliz com o seu trabalho, quer se trate de um trabalho fora ou dentro de casa, ou há muito tempo que deseja realmente dedicar-se a outra atividade? Tem tempo para se dedicar a passatempos e interesses que acrescentam algo à sua vida ou está sempre a trabalhar e a correr para todo o lado, facilitando a vida a toda a gente? Alcançou alguns dos seus objetivos e sonhos, e espera alcançar ainda mais, ou desistiu da luta desigual e decidiu conformar-se com aquilo que conseguir obter? Pensa que a vida é maravilhosa, divertida e aprazível ou encara tudo como um grande esforço e não consegue pensar porque é que se incomoda?” – página 112

 

 

Uma noite de primavera – Julia Glass

Primeiro livro que li de Julia Glass. Acho que vou ler os outros. É um romance muito bem escrito, cheio de detalhes e pormenores que facilitam a construção da imagem do que estou a ler. Facilitam? Não. Torna-se intrínseco. Parece que o cérebro involuntariamente vai construindo as situações narradas (que é o que se pretende na leitura). Só que, os personagens são tão ricos que cada capítulo descreve um, e são precisas 200 páginas para “aquilo” começar a ter interação e relacionamento uns com os outros. Três gerações, a mais velha, mas pacata, já reformada, calminha, espelhada num bibliotecário viúvo e reformado que vê o seu mundo calminho invadido pela geração do meio, a da filha. Uma com uma vida assim, a outra com uma vida assado. Uma, divórcio e regulação do poder paternal, crianças e creches, infantários privados que vão parar ao celeiro do avó. E é ai que ele começa a ver as diferenças nas gerações e no que a sociedade valoriza. A outra médica daquelas de aparecer na televisão. Vai fazer falta mais à frente para ajudar a ligar este imbróglio todo (é que o avô vai ter uma namorada que irá precisar dos cuidados médicos da filha). A terceira geração, dos netos (filhos das filhas) que, embora tenham chegado à universidade, só fazem merda.

Uns gays lá pelo meio, gente que não se mistura, emigração ilegal, estudantes universitários a querer mudar o mundo… um romance muito rico, que toca ali nas relações familiares e nos valores educativos.

Só um bocadinho: “- Não quero menosprezar a tua consciência, meu, mas sobrevoar milhões de hectares de floresta reduzida a terra vermelha não é o mesmo que ver um grupo de casas feias a serem construídas em Newton ou Matlock. Ouvi o teu avô queixar-se das pessoas que estão a “destruir a história”, percebo o que ele quer dizer, mas isso não é nada comparado com o que está a acontecer em lugares como o Brasil e a Argentina. A natureza é a história elevada ao quadrado, a natureza é muito mais importante do que a história. Comparando, a história é insignificante.” – in página 433/4

A arte subtil de saber dizer que se f*da – Mark Manson

Nunca li título tão desadequado. Que se lixe. Verdade é que também não vem mal nenhum ao mundo por eu não ter lido um título tão desadequado como este. Como já por aqui coxeio à uns anitos, eu traduziria mais de acordo com aquilo que «eu acho» ser o nosso contexto cultural: A arte de saber dizer: que se lixe, é p’ra fazer é p’ra fazer! ‘Tá bem que o «F*da» chama ali um bocado à atenção ( e não «a atenção») mas, no contexto americano (talvez), não no meu. O que me apercebi, no decorrer da leitura, é que Mark Manson diz que o caminho para o sucesso é f*odido, eu diria é lixado, mas tem que ser feito. É isto que retive desta extraordinária leitura. E extra ordinária é o termo. Tanto faz assim, como assado, é para fazer, é para fazer, quer eu goste das dores de crescimento, das dificuldades, das lágrimas pelo caminho, quer não, não há Bela sem… se não. E tanto faz como fez, tentar disfarçar o sofrimento. Ele está lá. Temos que passar por ele.

Na página 70 diz (eu sei que se diz «tem escrito» mas, que se lixe! Não vem mal ao mundo por causa disso): “Se o sofrimento é inevitável, se os nossos problemas na vida são inevitáveis, a questão que devemos colocar não é «como é que eu paro de sofrer», mas «Por que razão sofro? – com que propósito?». Interessante, não é? E o que é que tem a ver com o título?

Ainda em busca de partidários da minha causa que tem lá a ver com o título, na página 88 podemos ler: “O primeiro, que analisaremos no próximo capítulo, é uma forma radical de responsabilidade: assumir a responsabilidade por tudo o que acontece na nossa vida, independentemente de quem tem a culpa. O segundo é a incerteza: o reconhecimento da nossa própria ignorância e o cultivo da dúvida constante nas nossas próprias crenças. O seguinte é o fracasso: o desejo de descobrir as nossas próprias falhas e erros, para que possam ser melhorados. O quarto é a rejeição: a capacidade de dizer e ouvir «não», definindo assim claramente o que aceitará ou não na sua vida. O valor final é a contemplação da nossa própria mortalidade; este é crucial, porque prestar atenção vigilante à nossa própria morte é, talvez, a única coisa capaz de nos ajudar a manter todos os nossos outros valores na perspetiva adequada.” – ‘tão a ver, ‘tão a ver? O que é que isto tem a ver com o título?

Querem ver porque é que recomendo esta leitura? Ora aqui está mais um parágrafo que li umas poucas de vezes: “O ambiente atual da comunicação social tanto incentiva como perpetua estas reações, porque, afinal, isto é bom para o negócio. O escritor e comentador Ryan Holiday refere-se-lhe como «indignação porn»: mais do que relatar histórias e questões reais, os media descobriram que é muito mais fácil (e mais rentável) arranjar qualquer coisa medianamente ofensiva, transmiti-a a uma vasta audiência, gerar indignação e depois retransmitir essa indignação através da população de uma maneira que indigne outra parte da população. Isto ativa uma espécie de eco de disparates que saltita entre dois lados imaginários, ao mesmo tempo que distrai toda a gente dos verdadeiros problemas sociais. Não admira que estejamos politicamente mais polarizados do que nunca.” – ‘tão a ver? – “O maior problema com a vitimização chique é que esta distrai a atenção das verdadeiras vítimas. (…) – página 107 – É a vantagem da leitura! Eu até já sabia isto mas, lendo e relendo, é diferente, é mais lento, parece que é mais verdade, permite algum tempo de reflexão.

Opá… na página 115 também parei e escrevi o número na agenda do telemóvel, não vou transcrever a página toda, leiam, mas… cá vai um cheirinho: “Tal como vemos com horror a vida das pessoas de há quinhentos anos, imagino as pessoas daqui a quinhentos anos a rirem-se de nós e das certezas que temos hoje em dia. Rir-se-ão por deixarmos que o nosso dinheiro e os nossos empregos definam as nossas vidas. Rir-se-ão do nosso receio de mostrarmos apreço por aqueles que nos importam mais e, no entanto, tecermos elogios a figuras públicas que não merecem nada.(…)” – Ora cá está! Nós até já sabemos isso mas, lê-lo… tem outra intensidade.

Esta então nem digo nada: “Lembro-me de discutir esta dinâmica com o meu professor de Russo, e ele tinha uma teoria interessante. Tendo vivido sob o comunismo durante tantas gerações, com poucas ou nenhumas oportunidades económicas e engaiolada numa cultura de medo, a sociedade russa descobriu que a moeda mais importante era a confiança. E para construir confiança é preciso ser honesto. Isso significa que, quando as coisas são uma porcaria, isto é dito abertamente e sem desculpas. As demonstrações de honestidade desagradável eram compensadas pelo simples facto de serem necessárias para a sobrevivência – as pessoas tinham de saber em quem podiam e não podiam confiar, e tinham de o saber depressa.” – página 159

Já que leste tudo isto até aqui, só mais uma porque é… mais uma vez o óbvio, lido e escrito mas, com necessidade imperativa de ser dito para poder ser repensado, na página 168: “A vítima, se efetivamente amasse o salvador, diria: «Olha, este problema é meu; não tens de o resolver por mim. Só quero que me dês apoio enquanto eu próprio o resolvo.» Isso seria verdadeiramente uma demonstração de amor: assumir a responsabilidade pelos seus próprios problemas e não tornar o seu parceiro responsável por eles.”

Em vez de pensar que posso andar por aqui a tentar pensar que posso ser o melhor do mundo, ou não querendo abusar, é mais proveitoso aproveitar-me como sou: uma pessoa… normal.

Muito fixe, este livro. Recomendo a leitura.

Low budget stuntman

A brincar, a brincar, lá se vai falando de coisas sérias… Tal como num bom livro, quem quiser ler nas entrelinhas, aproveite a oportunidade.