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100 Abrigo – Chico Gouveia

Banksters, Uma viagem ao submundo dos banqueiros – Marc Roche

banksters marc rocheA vantagem, a grande mais valia que tenho em ler um bom livro, é que vou saindo da ignorância. Permitam-me que partilhe convosco algumas «coisas» que transcrevo do livro de Marc Roche: “O ambiente e a luta contra as mudanças climáticas em primeiro lugar. Se há mercado invisível e incompreensível, é o dos gases com efeito de estufa. Não o procurem na Bolsa, o sistema é totalmente eletrónico. Não existe cotação como tal, mas um preço indicativo para a tonelada de gás carbónico. Instalado desde 2005, este mercado permite às grandes sociedades a compra ou venda de quotas de emissão cujo volume é fixado por uma instância europeia. (…) O mercado permite que ma companhia em infração compre a uma outra, menos poluente, os seus direitos de emissão” – pág. 194

“Saque” é a palavra que designa – não «designava» no pretérito imperfeito porque é uma realidade – roubar com autorização do rei. Agora não há um rei, mas sim vários. Sem esquecer a respetiva nobreza. “E quem diz off-shore diz evasão fiscal, pudicamente batizada «otimização fiscal». Os grandes gabinetes ajudam então tanto as empresas como os ricos particulares a escapar às taxas, aconselhando os seus clientes em toda a legalidade sobre os melhores meios para pagar o menos possível de impostos. (…) De facto, em numerosos países como no Reino Unido, as Big Four encaixam sumarentos honorários trabalhando ao lado do fisco para reformar o código dos impostos, e «revendo» depois pela maior oferta as informações assim respigadas aos seus clientes.” – págs. 154/5

Às vezes é conveniente mascarar a realidade de ficção. Se não, ninguém acredita! “Imaginemos um homem de negócios russo que deseja fazer sair urgentemente, mas com toda a discrição, capitais ilícitos da Rússia para escapar às vicissitudes politicas e económicas provocadas pela situação na Ucrânia. (…) Com a ajuda de um advogado ou de um gabinete de contabilidade cúmplices, um dos seus banqueiros moscovitas monta-lhe uma ou várias sociedade inscritas numa zona off-shore britânica para transferir para aí os fundos em questão por transferência eletrónica. (…) Em Londres, os fundos são reciclados nas atividades comerciais ordinárias para serem investidos por exemplo no imobiliário, nas obras de arte, no comércio de retalho ou no import-export. (…) O estatuto privilegiado feito à medida, magicado pelo fisco britânico para atrair as grandes fortunas estrangeiras, facilita o passeio dos fundos. O passe de mágica está feito.” – pág. 173

Segunda maior economia do mundo. O meu vizinho da loja do chinês, criou cá a filha, que já é dona de uma empresa com meia dúzia de centenas de empregados. Caso venham a ler estas minhas singelas palavritas, aproveito já para vos dar, e deixar por escrito, os meus sinceros parabéns pelo vosso sucesso. “Na China, a amplitude da esfera financeira não regulada é surpreendente. É um monstro perigoso. Porque no império do Meio, o contornar maciço das regras pelo «extrabalanço» e pelos paraísos fiscais, a corrupção endémica, a ausência de governo de empresa digno desse nome, de procedimentos de controlo de riscos adequados, bem como o subdesenvolvimento do quadro jurídico, acabaram por representar uma bolha financeira que escapa a qualquer controlo.” – pág. 174

Uma coisa, é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Neste caso concreto a fortuna do gajo nomeado por Allah, que gere a sociedade de forma medieval e o dinheiro do Estado (vulgo do Povo) é a mesma coisa. “A dificuldade de auditar as contas devido a normas diferentes nunca foi mencionada, Quanto à ausência de separação entre os bens das famílias reais e os do Estado em numeroso países adeptos da finança islâmica, obviamente, também nunca foi evocada.” – págs. 176/7

Abrimos uma loja de roupa. Faliu. Estamos a pagar o estrago. Devíamos ter aberto uma loja de dinheiro. “A priori, embora os respetivos balanços sejam dificilmente comparáveis, a península italiana corre mais riscos do que a banca francesa ou alemã. Mas o mais vulnerável não é aquele que se julga. O BNP Paribas, oficialmente, só tem 10% de fundos próprios para proteger o seu balanço. Em contrapartida, a Itália conta com vinte milhões de contribuintes para se proteger.” – pág. 184

Balibo

Raiva da Terra – Chico Gouveia

POLUIÇÃO NO RIO TEJO REGISTO DA POLUIÇÃO DE 01 FEVEREIRO 2016 A 07 FEVEREIRO 2016 EM ORTIGA – MAÇÃO

00:30 A Hora Negra

Eduardo Marinho – O Despertar