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reciclagemO meu almoço

Escolher como tema “o meu almoço” não é assim grande novidade. Sábado de manhã, acordei muito cedo, tal é o hábito durante a semana, atualizei o facebook, fiz café, abri o blogue, mais café, banho, barba, acordou a minha quase-esposa, beijinho, foi trabalhar e aí comecei as lides domésticas, afinal de contas é sábado e quem fica em casa sou eu. Quando me comecei a fartar, desci as escadas e fui ao supermercado do outro lado da estrada comprar o almoço. Uma alface; um sumo (estava em promoção); bifanas, para dois adultos e dois gatos; e, ganhou a preguiça, obviamente que o cansaço não serve como argumento e a pressa é uma desculpa tipo alface: muito esfarrapada; batatas fritas pré congeladas, também aqui o preço foi convidativo, paguei por tudo isto quase tanto como por um maço de tabaco. Comemos meia alface, meio pacote de batatas, talvez nem meia garrafa de sumo e as bifanas marcharam todas. Isto é novidade! O meu avô ralhava com a minha avó, porque não era capaz de ralhar comigo, é o que faz ter ar de anjinho quando se é criança, e porque as mulheres é que tinham a culpa, naquele tempo, pela irresponsabilidade das crianças, não obstante, no ponto de vista do meu avô comprar alfaces? “Era só o que faltava! Ele que as vá buscar!”. Naquele tempo bastava colher as alfaces no monte do estrume. Batatas? “Cavar batatas” era a expressão, o meu pai não me deixava cavar as batatas por causa do forte argumento: era criança. Como toda a gente sabe uma criança não pode “cavar batatas” porque… pode acertar nas batatas e estraga-las. Óbvio! Essa história de trabalho infantil porque um puto ajuda o pai, o tio e o avô a “cavar batatas” é treta de gente da cidade grande armada em moderna. Sumo? Qual sumo? Água é muito boa! Quem quiser sumo que apanhe uns limões e faça limonada para todos. Agora cá sumo! Onde é que isso já se viu! Com tanto vinho que há para aí, sumo… Carne? Pintos, galinhas, patos marrecos (“marrecos”, que expressão tão fixe!), coelhos, duas ou três ovelhas, uma cabra (que belo “atabefe”! Hum… acho que babei o teclado!); um porco de criação, coitado vivia num espaço do tamanho da minha casa de banho. Ainda por cima acho barato quando comparado com um maço de tabaco. Realmente, ele passa com cada coisa pela cabeça das pessoas, comparar o preço de um almoço ao de um maço de tabaco. Que eu agora nem sei se escreve com um cê de cedilha ou dois ésses. Ah! E pombos, também havia pombos.

economiaSe assim não funciona, façamos o contrário, descer em vez de subir

Fomos ao shopping. Eh! Ainda vá que não vá. Sempre se come baratinho, não ‘tá frio… até passa. Agora, mais a sério, isto de ir ao shopping com uma mulher, tem que se lhe diga! É que ela não vê aquilo como shopping mas sim como centro de comércio! Sinónimo de oportunidades; tem que se aproveitar porque ‘tá a um bom preço; e é tão giro; se gostas de ver nas outras, porque é que não gostas de ver em mim? Bem… agora é altura de começar quase a dar-lhe alguma, pouca, razão. Um gajo até acalma um bocadinho porque, enfim, até tem alguma razão e abre ali uma janela de oportunidade para poder espreitar para as outras. Inocentemente, claro. Queres que eu ainda feia, é? Pois. Pronto. Na’é? Agora quando ela começa com aquela história de ficava-te tão bem… Jesus, credo Nossa Senhora! Valha-me Deus! Porque é que não experimentas? Pronto! Já me arrependi de ter vindo ao shopping. Nunca mais aprendo…

No ano seguinte a mesma história.

Isso era o que eu pensava, é que as mulheres têm a coisa bem estudada. Isto dos saldos repete-se várias vezes ao ano. É cíclico. Como me fartei de rapar frio e de engordar a carteira do farmacêutico, considerei a hipótese de comprar um par de calças de bombazine nos saldos. A minha-quase esposa também já sabe que não vale a pena insistir muito comigo, passo-me dos carretes, farto-me daquilo, experimentar três pares de calças é algo que não entra na minha cabeça, eu sei o que quero e pronto! Não é preciso andar a ver se “estas” também ficam bem; e aquelas tão giras e mais não sei o quê, quero um corte simples, direito e pronto. Numa coisa as mulheres têm razão, pronto já disse, dou a mão à palmatória, aquela etiqueta com uma quantidade de autocolantes vermelhos a anular o preço anterior é convidativa. Realmente a coisa custa x, depois 1/2; a seguir 1/3; posteriormente1/4; após isso 1/5; e assim sucessivamente até não haver mais espaço para os autocolantezinhos vermelhos. A verdade é que comprei um par de calças que gostei efetivamente. Voltei lá sozinho no dia seguinte, comprei outro. Quando cheguei a casa… vês? Eu não te disse que valia a pena! Porque é que não vais lá buscar outro? Fui. Porque é que trouxeste só um? Quando quiseres já não há o teu número! Que, que… parvoíce essa? Não haver o meu número! Desde quando é que na cidade há gajos barrigudos a comprar nos saldos? Tiveste sorte. Bom, já que andava por ali naquelas andanças… lá comprei duas camisolas cheias de autocolantes nas etiquetas. Cheguei a casa, lá estava o respetivo sermão: Finalmente! Andas a comprar roupa para ti! Fiz-te lá falta, não fiz? É que se calhar devias ter experimentado outro número. Pronto! Chiça, até em casa sabe aquele conversa que usa lá no shopping, um gajo já não está a salvo em lado nenhum. Porque é que eu haveria de ter experimentado outro número? Porque… das duas, uma: ou perdes pelo menos dois quilos; ou então vais lá trocar por um número maior, isto é, se tiveres sorte e ainda houver desses números difíceis de encontrar. Ora com uma crise destas, perder dois quilos é que não perco, custaram-me muito a ganhar! Vou lá agora mandá-los fora! Era só o que faltava, nem que tenha que ir aos saldos mais uma vez.  Ao fim de uma semana nisto, a senhora que faz as bainhas das calças, já se ria quando me via entrar pela lavandaria a dentro. Ó Zé Pedro porque é que não destes ouvidos logo à Sofia da primeira vez. Se dúvidas houvesse, estão esclarecidas, as mulheres estão todas combinadas umas com as outras. Feitas as contas: quatro pares de calças de fabrico nacional, respetivas idas à vizinha costureira para fazer as bainhas, e dois pulloveres, também produto nacional, tudo somado, não é suficiente para comprar umas Lewis 501 originais. É assim que uma empresa vende, baixando os preços. Não o contrário. Resumindo e concluindo: ganhei-o cá, gastei-o cá.

lightning vaticanA vida depois do fim do mundo de 21-12-2012

Mudou. A vida como a conhecíamos acabou. Os Maias tinham razão, daqui para a frente reina o desconhecido, aliás o desconhecido já tinha começado a dar um arzinho da sua graça quando os condutores do expresso fizeram greve. Realmente grande novidade: um privado a fazer greve. É claro, óbvio e previsível que tenham passado a ser os contratados a fazer as carreiras mais fáceis. Os efetivos que fizeram greve aguardam agora, quase diariamente, que lhe seja atribuído um circuito urbano. Não é nada de especial, mas achei que devia deixar registo, para ler mais tarde. Novidade, novidade, foi o carnaval. Que grande carnaval! Nunca tinha visto! Os funcionários públicos a trabalharem e os privados parados. Até liguei a televisão para ver se alguns daqueles papagaios fazedores de opinião pública, que vestem roupa muito cara, me conseguem explicar em que é que uma medida destas aumenta a qualidade da nossa produtividade. Bom, a realidade é que serve, para já, para que fiquemos todos muito bem informadinhos que existem portugueses de primeira e os outros, (não vou escrever filhos da puta porque os meus alunos podem ler o blogue e espalhar por aí que eu ando a dizer asneiras) coisa que não é novidade para ninguém: nós não somos efetivamente todos iguais. Estava errado o já antigo slogan “Todos diferentes, todos iguais”, aliás sempre esteve porque nascemos todos iguais e depois é que vamos ficando todos diferentes. É engraçado, na semana passada explicava a uma aluna muçulmana que raio de festa pagã é está. Curiosamente, confesso que sempre estou para ver se, perante tanta mudança, será desta que toda a gente irá respeitar os preceitos da quaresma, visto que lá curtir até curtem, vamos a ver se abnegar, também abnegam. ‘Tá fixe esta palavra: abnegam. A mais espetacular delas todas é a desistência do Papa. Estão ali na televisão uns políticos, um deles ministro, a opinar sobre os assuntos da religião, acham isto e aquilo, tem uma opinião sobre tudo. Não consigo perceber que raio andam os governantes a enfiar o nariz nos assuntos da religião, não é suposto o Estado ser laico? É triste ver os governantes a revelarem ignorância, além de financeira, agora também religiosa, só para informar, (e esta é gratuita, pois é do senso comum, é apenas informação e não conhecimento formativo – quem sabe se calhar até poderia calhar num daqueles programas de televisão) que uma das ofertas ao menino Jesus, doada por um dos Magos, um daqueles que representa o conhecimento (lembro aos políticos que não tem nada para fazer e andam por aqui a ler as minhas parvoíces), eram três representando todos os continentes conhecidos, levou mirra. Que representa a condição humana de Deus. Ora, é legítimo que o representante na terra do mesmo, padeça desta maleita: ser humano. O que ninguém está habituado a ver é alguém largar o tacho! Afinal há Deus e é grande: do outro lado da estrada abriu um supermercado, graças a Deus! Dá para ir ao supermercado a pé e, com tanta mudança, estou esperançado que, visto que se fala à boca cheia do combate à crise, se tenha em linha de conta os dez novos postos de trabalho ali criados. Toda a gente sabe, não é preciso pagar nenhum estudo a nenhuma empresa privada, que são precisos dois ou três anos até se fazer uma casa (comercial, entenda-se), até lá é sempre a perder dinheiro. Pois acho louvável, salutar, de aplaudir de pé esta nova e exemplar medida do governo de cobrar apenas metade dos impostos a esta empresa durante estes dois ou três anos, visto que os proprietários se comprometeram a manter as portas abertas, sem despedir ninguém, durante esse período de tempo. Isto sim, é que é uma excelente parceria público-privada; assim sim, é que se colabora no desenvolvimento, o Estado não tem despesa e a concorrência tem que se mexer.

Esta informação é só para testemunhar, caso ainda restem dúvidas, que “As aventuras do Zé Pedro” são efetivamente ficção.

miuda_do_gasPaís a meio gás

Resolvi atualizar o blogue, mas não há assim nada de novo, ou pelo menos não há assim nada imprevisível. Ia sentadinho no Metro a ler quando me apercebi disso mesmo: vou sentado a ler. São oito da manhã e tenho lugar sentado! Nas duas linhas! Eu viajo na amarela e azul. Eu sei, eu sei, é bem fixe à Sexta-feira entrar mais tarde. Estes gajos do Metro, aqui há um par de anos atrás, faziam uma greve por mês, depois passaram a duas mensais, agora semanalmente?… essa é novidade. Agora que escrevo isto, estou-me a lembrar: eu fiz a segunda circular em quinta velocidade! Ena pá, aquilo antigamente parecia um parque de estacionamento e agora passei lá em quinta. É a tal coisa das cerejas, realmente o mais espetacular não foi fazer a segunda circular mas noutro dia de greve fazer a calçada da Carriche sem parar. Essa é que é obra. Mais outra cereja: sexta-feira à tarde todos os expressos voltam cheios – alteração no tempo verbal para pretérito imperfeito – voltavam cheios, agora nem meios. De mais, não há assim grandes novidades, tudo normal: no primeiro dia de aulas o meu esquentador pifou; no primeiro dia do ano quando a minha quase-esposa fechou a porta do carro, a pala do lado dela caiu e aguarda que eu vá ao ferro-velho comprar outra; este mês o ordenado vai acabar para aí uma semana antes, mas isso também não é novidade, o último trimestre do ano passado serviu para alertar, se o dinheiro não chegou até ao fim do mês, começar o mês ou o ano sabendo que vão crescer dias ao ordenado, não é assim digno de registo, porque, como tive a coragem de perder a vergonha e admitir a minha pobreza aos amigos, é assim que as coisas devem ser feitas para que a pressão dentro do cérebro não aumente e as depressões nervosas não ganhem terreno, ou seja partilhar os problemas alivia a carga, não os resolve mas alivia, o que me levou a descobrir que fui um dos que mais tarde teve que contrair dívidas para ir trabalhar. Fácil de perceber: não recebi subsídio de férias; não recebi subsídio de desemprego, quando fui trabalhar tinha estado dois meses sem receber; o carro teve uma avaria na caixa de velocidades; os preços de tudo e mais alguma coisa foram polvilhados com fermento e agora, além de ter de pagar as dívidas que os políticos contraíram por governar o país como se de uma empresa se tratasse, que visa o lucro, tenho também de pagar as minhas. Lá está, escrever num blogue por causa disto não vale a pena. Embora confesse que há uma… entre muitas infelizmente, que quero mesmo guardar para a posteridade, isto aconteceu em Janeiro de 2013: Então pá ‘tás bom e tal – isto do “pá” é só para parecer que o nome é fictício, embora não seja – como é que foi o natal? – conversa entre professores – Ah e tal, experimentamos tirar a fralda à miúda – Então mas isso não é no verão? – perguntei, eu que não percebo nada dessas coisas e acho tudo fácil. E é! Educar os filhos dos outros não custa nada. – A mãe agora tem tempo… – e é aqui que começa o meu registo para a posteridade. Não foi colocada e, tinha ido a uma entrevista de emprego, digo lá para os lados de Lisboa, que é para não identificar o sítio, não vá eu um dia precisar de bater lá na porta, uma vaga de educadora de infância, para a qual pediam cinco anos de experiência. O horário é das sete da manhã, às oito da noite.  – Realmente, para quem tem filhos pequenos… – Cala-te! Deixa-me contar o resto. Trezentos euros de ordenado. Aqui que faço novo registo: em Janeiro de 2013 o ordenado mínimo é de quatrocentos e oitenta e cinco euros. Mas ele ainda não se tinha calado: a recibos verdes! Para que eu no futuro perceba o que é que isto quer dizer, desses trezentos euros ainda tinha que fazer os respetivos descontos e pagar impostos. Não isto não se fica por aqui: como os transportes estão sempre em greve, avisaram-na já, durante a entrevista, que essa desculpa não será aceite, por conseguinte a vaga não é para ela.

Mas isto não é novidade, é óbvio! Isto o quê? A botija do gás. Ora se a botija ‘tá meia, isso significa que está a ficar vazia, que é o contrário de ficar cheia, e se está a ficar vazia significa que o gás vai acabar, e quando o gás acabar, significa que não há gás!

Aah! Uma novidade: está uma tempestade do caraças e ainda não faltou a luz!

L_FRASCO+cartoon_austeridade troika passos gasparMedidas de austeridade

A vida é uma espiral. “A vida é cíclica”, disseram algumas vozes, pelos vistos referiam-se aos “outros”. Tomando atenção à minha vida, vejo que se repetem alguns acontecimentos, mas aquilo nunca é “mais ou menos a mesma coisa”, é sempre “mais”. Custa mais; mais difícil; mais grave e até mais velho. Não obstante vamos acompanhando sempre as modas. Já está na moda há meia dúzia de anos, ou melhor já está há tanto tempo na moda que acho que já passou de moda. E claro, como todas a modas, paga-se. É isto da internet. Esta é estranha, pois a modos que é obrigatória. É obrigatória para ter e procurar emprego, quem não tiver não se mantêm atualizado no emprego, ou na procura do mesmo; para receber o subsídio de desemprego; para existir nas finanças; para tudo e mais alguma coisa é preciso a internet, é um bocado como o cartão multibanco: obrigatório, pago e quem não tem, não existe. Não é que eu tenha dúvidas existenciais, mas estou tão na moda que o que tenho são dívidas, coisa que não tinha. É essa a novidade, por isso é que voltei a escrever um diário, não lhe vou chamar diário… um registo para memórias futuras e num blogue (que é uma palavra estrangeira muito engraçada). Este mês cheguei aos quarenta e cinco euros de saldo negativo, nunca me tinha acontecido tal coisa! Como é que vou pagar isso? É fácil, vou precisar de repor os quarenta e cinco, que é para chegar ao zero e adicionar mais quarenta e cinco para não voltar a precisar de entrar em valores negativos. Ou seja, este mês vou ter que juntar ao ordenado o dobro do valor que tive em dívida. Mais os juros, claro! Que eu não sou burro. Os juros de quarenta e cinco euros são… mais ou menos uma bica por dia, durante dez dias. Faz-se. A vida ‘tá difícil e é preciso fazer sacrifícios. O que me levanta outra questão: o meu ordenado não vai aumentar por artes mágicas, onde é que eu vou ganhar mais dinheiro? Como já sei essa resposta e isso não é possível, tenho que fazer outra pergunta primeiro: onde é que gasto o dinheiro? Fiz uma análise às minhas contas em relação a despesas que não tinha, então é assim: a minha mãe, como a reforma é pequena e o talento muito, resolveu abrir um estaminé com bordados. O que lhe sai das mãos são verdadeiras obras de arte! Sou o único filho que ainda não emigrou e, como é claro e óbvio, colaboro. Sou uma espécie de sócio, pelo menos nas despesas, tem de ser. Ela tem esperança que a coisa melhore para o mês que vêm. Esperança e talento! A minha sogra, como é daquele tempo e daquela moda, vai na volta, tal como a comadre a reforma é pequena e o talento muito, tem um dedo para a doçaria que não é pecado, é crime! Resolveu fazer doces caseirinhos… uma delícia, e ir atrás dos clientes. É aí que eu entro: aos domingos de manhã, lá vou eu com a senhora dar a voltinha pela casa dos clientes que fizeram as encomendas. A minha quase- esposa trabalha aos fins-de-semana e o marido dela não está para isso. Ela insiste em pagar o gasóleo mas eu bem que ouço os clientes a dizerem que ou pagam para a semana ou que, para a semana não é preciso. Os meus sobrinhos, futebol e ciclismo, um bocadinho de “night” porque o mais velho já é universitário, faz parte da educação que os pais lhes dão e, óbvio, isso custa dinheiro. Para tal trabalham ao fim de semana. Sobra o tio para no sábado levar os putos ao desporto, futebol de manhã um, ciclismo à tarde outro. De semana não tenho tempo para extras, pois invisto quatro horas do meu dia em deslocações para o trabalho, lá está, isso não é novidade, ao fim de semana estou ocupado! Sobra a minha quase-esposa. Essa, coitada, ainda é das que tem mais juízo. Está quase a acabar de pagar as dívidas do negócio, a única coisa que aquilo deva era prejuízo, abençoado o dia em que o abriu, santificado o dia em que fechou. A questão impõe-se: como é que eu hei-de fazer para não ter dívidas? A solução parece-me ser…  cortar nas despesas! Não posso gastar tanto dinheiro! Tenho que ser austero para comigo mesmo. “Tenho”, não? Vou ser austero comigo! Sem sacrifícios nada se consegue! Preciso de mais quarenta e cinco euros vezes dois! A partir de hoje vou deixar de beber café!

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