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Breve história de quase tudo – Bill Bryson

“Em primeiro lugar, para que o leitor esteja aqui agora, foi preciso que triliões de átomos errantes tenham conseguido juntar-se, numa dança intrincada e misteriosamente coordenada, de forma a criá-lo a si. Trata-se de uma combinação tão única e especializada que nunca foi feita antes, e só vai existir desta vez. Durante muitos anos futuros (esperemos), estas partículas minúsculas irão dedicar-se sem qualquer queixume aos biliões de hábeis e articulados esforços necessários para o manter intacto e deixá-lo desfrutar da experiência supremamente agradável, mas geralmente subestimada, a que chamamos existência.” – página 15

“Tão grandes são as distâncias que, na prática, se torna impossível representar o sistema solar à escala real. Mesmo que juntássemos muitas páginas desdobráveis aos livros escolares, ou usássemos uma longuíssima folha de papel para fazer os mapas, nunca chegaríamos nem perto. Num diagrama do sistema solar à escala, com a Terra reduzida ao tamanho de uma ervilha, Júpiter estaria a mias de 300 metros de distância, e Plutão estaria a 2,5 quilómetros (e teria o tamanho de uma bactéria, de forma que não o conseguíssemos ver). Na mesma escala, a Próxima de Centauro, a estrela mais próxima de nós, estaria a 16 mil quilómetros de distância. Mesmo que encolhêssemos tudo de forma a Júpiter ficar tão pequeno como o ponto final no fim desta frase, e Plutão não fosse maior do que uma molécula, Plutão estaria ainda a mais dez metros de distância.” – página 39

“Quando os céus estão limpos e a Lua não brilha muito, o reverendo Robert Evans, um homem sossegado e bem disposto, coloca um velho telescópio no terraço traseiro da sua casa nas Blue Mountains, na Austrália, e põe-se a fazer uma coisa extraordinária. Põe-se a perscrutar o passado, e encontra estrelas mortas.” – página 43  Robert Evans astronomer

“Mas o acontecimento-chave – o nascimento de uma nova era – deu-se me 1905, quando, numa revista alemã de física chamada Annalen der Physik, apareceu uma série de artigos escritos por um jovem burocrata suíço sem afiliações universitárias ou acesso a qualquer laboratório, e que, como fonte regular de consulta, se limitava a usar o registo nacional de patentes de Berna, onde trabalhava como fiscal técnico de 3ª classe. (O seu pedido de promoção a fiscal de 2ª classe fora recentemente indeferido).

Chamava-se Albert Einstein (…)”

“Por norma, os físicos não prestam lá muita atenção a descobertas feitas por empregados suíços de registos de  patentes, pelo que, apesar da abundância de informações úteis, os artigos de Einstein não atraíram grande interesse. Já que se limitara a resolver vários dos mais profundos mistérios do nosso universo, Einstein candidatou-se a um lugar de leitor na universidade mas foi rejeitado; a seguir tentou ser aceite como professor de liceu, no que teve a mesma sorte. Voltou, portanto, ao seu cargo de fiscal de 3º classe, mas é evidente que continuou a pensar. Estava muito longe de dar por encerradas as suas actividades.” – páginas 129 – 132

Balibo

Raiva da Terra – Chico Gouveia

Rassemblement anti corrida arène rodilhan

O discurso de Yeonmi Park

Eduardo Marinho – O Despertar

Alexey Arkhipovsky – Cinderella