Tag Archives: cultura

O Grito da Gaivota – Emmanuelle Laborit

Ver o mundo pelo ponto de vista dos óculos. São dois mundos, um dentro do outro, porque o que está fora pensa que o outro mundo está dentro. Não, não são dois mundos. São apenas o mesmo com gente que comunica diferente. Com “O Grito da Gaivota” Emmanuelle Laborit dá a oportunidade a quem ler para abrir os ouvidos para o mundo dos outros, para o nosso mundo, para aquele mundo onde somos todos gente de pleno direito.

“(…) São precisas muitas palavras, têm a sua maneira própria de raciocinar, de construir as ideias, diferente da minha, da nossa.

As pessoas que ouvem começam a frase pelo sujeito, depois vem o verbo, o complemento, e por fim «a ideia». «Eu decidi ir ao restaurante comer ostras».

(Adoro ostras.)

Na língua gestual exprime-se em primeiro lugar a ideia principal, seguidamente acrescentam-se os detalhes e compõe-se a frase. Quanto aos pormenores, posso ficar horas a fazer gestos. Ao que parece, sou tão gulosa de detalhes como de ostras. ” – página 116

“Isto pode parecer uma anedota, mas aquele conflito, que acontece amiúde entre surdos e quem ouve, sobretudo quando estamos em grupos numerosos, irrita-me. Acredito firmemente na possibilidade do diálogo entre os dois mundos, as duas culturas. Vivo com pessoas que ouvem, comunico com elas, vivo com surdos e ainda comunico melhor, é natural. Mas o esforço que é necessário fazer para se conseguir essa comunicação, somos sempre nós que o fazemos. Pelos menos é essa a minha impressão pessoal. Procuro ainda, obstinadamente, a união nessas relações. Gostaria de ver desaparecer a desconfiança. Mas não consigo.” – página 132

Anúncios

The Homesman – Uma dívida de honra

Magnífico! Simplesmente magnífico. “Simplesmente” pela simplicidade, pelo extraordinário retrato que faz de assuntos delicados, de pontos de vista que apenas estamos habituados a ver nas entrelinhas da grande literatura. Ação no século XIX mas mensagem muito atual. Queiramos nós vê-la…

o menino de Belém

Fui à missa no dia de Natal e tomei, como sempre, atenção ao que o padre diz: 
Evangelho – Lc 2,1-14
Aconteceu que naqueles dias, César Augusto publicou um decreto, ordenando o recenseamento de toda a terra. Este primeiro recenseamento foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam registrar-se cada um na sua cidade natal. Por ser da família e descendência de Davi, José subiu da cidade de Nazaré, na Galiléia, até a cidade de Davi, chamada Belém, na Judéia, para registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Enquanto estavam em Belém, completaram-se os dias para o parto, e Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ela o enfaixou e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles na hospedaria. Naquela região havia pastores que passavam a noite nos campos, tomando conta do seu rebanho. Um anjo do Senhor apareceu aos pastores, a glória do Senhor os envolveu em luz, e eles ficaram com muito medo. O anjo, porém, disse aos pastores: ‘Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: Encontrareis um recém nascido envolvido em faixas e deitado numa manjedoura.’ E, de repente, juntou-se ao anjo uma multidão da corte celeste. Cantavam louvores a Deus, dizendo: ‘Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados.’
Palavra da Salvação.

Jacinta – O filme

Como filme até nem achei nada de especial; como retrato cultural, histórico e etnográfico, foi muito bom, mas para mim, foi um momento de introspeção intenso, simples e levou-me às lágrimas. Lágrimas de Fé e de esperança em tão grandiosa simplicidade. Fé é acreditar sem ver.

The Railway Man

Só para duros. Para homens rijos com «eles» no sítio. Uma das capacidades mais difíceis na vida de um ser humano: perdoar e por conseguinte, viver em plenitude. Uma história que até custa a acreditar ser verídica.

… e aqui está ele, Eric Lomax.

 

Je m’appelle Bernadette

Um filme que vi sozinho e sem dogmas ou preconceitos. Assistir apenas ao filme. Aproveitar um momento de cinema. Mais uma história verídica.

… e ei-la aqui: Bernadette Soubirous.

The walk

Mais uma história verídica.

… e aqui está ele, Philippe Petit!