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O discurso de Yeonmi Park

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Donos de Portugal Cem Anos de Corrupção Política e Poder Económico

Valha-me Deus. Estamos entregues ao vampiros. Um documentário necessário, urgente, eu diria mesmo de visionamento obrigatório antes das eleições.

Repórter TVI – Dinheiros públicos, vícios privados.

ana leal

“Ana Leal foi a jornalista que recentemente ousou fazer uma reportagem na TVI mostrando como o governo está a utilizar os “dinheiros públicos” para subsidiar o ensino privado, e a faltar-lhe para continuar minimamente a investir e a manter a escola pública acessível a todos com dignidade, qualidade e transparência.
Esta reportagem custou-lhe o posto de trabalho, tendo sido imediatamente despedida. Quase ninguém soube. O silêncio tem sido total. Será que estamos a ficar todos “amordaçados”? Até quando vamos permitir que continuem a violentar-nos desta maneira? Quando vamos acordar?” – via Facebook

No Alentejo, na fronteira da servidão

alentejo“(…) Na parte que calhou a Som Phong há um beliche com duas camas colado a uma parede e um colchão encostado à parede oposta. É difícil imaginar três pessoas de pé ali dentro. Som Phong encontra um saco pequeno com três álbuns de fotografias. (…) O presidente da Câmara Municipal de Odemira, José Alberto Candeias, visita as estufas da empresa de tomate na freguesia da Longueira/Almograve. Aparentemente tudo vai bem nesta sociedade agrícola, que exporta para Espanha e França 80% da produção, mas há um problema que incomoda o diretor: é muito difícil encontrar trabalhadores portugueses que queiram dedicar-se à agricultura. (…) À semelhança do que acontece em outras sociedades agrícolas da região, a solução, segundo Telmo Rodrigues, passa por dar emprego a imigrantes romenos, moldavos e tailandeses. Em breve, a empresa vai acolher um grupo de 20 nepaleses e mais 20 tailandeses, ainda que o diretor não saiba de que forma estes trabalhadores vão chegar a Portugal. “Se calhar são eles que pagam a viagem, não faço ideia”. (…)

“Não gosto quando começam a fazer muitas exigências salariais e de transporte. Quando acham que o salário é pouco…” (…) No caso dos imigrantes romenos e moldavos, que muitas vezes partilham casa em aldeias próximas, é mais fácil assegurar o transporte. Os tailandeses que vivem perto das estufas não precisam de se deslocar. Telmo Rodrigues diz ao Observador que, ao contrário dos outros trabalhadores da sua empresa, os tailandeses escolhem viver perto da quinta, dentro dos contentores. “Preferem viver mais apertadinhos. Estão habituados a viver em comunidade”. (…)

O empresário assegura que os trabalhadores não pagam renda, nem contas. A água canalizada que chega a estes contentores é a mesma que se utiliza na quinta de forma gratuita. Telmo Rodrigues diz que em breve serão instalados contadores de eletricidade para impedir que os trabalhadores ultrapassem um determinado nível de consumo e para prevenir situações de desperdício. “Às vezes estão aí com os radiadores ligados e as janelas abertas…” (…)

Telmo Rodrigues diz ao Observador que tenta não interferir na vida dos tailandeses, ainda que não lhe agrade muito as modificações que estes por vezes fazem, como os telheiros feitos de lona verde que muitas vezes cobrem os contentores ou funcionam como garagens improvisadas para os automóveis. Nas áreas de contentores acumulam-se centenas de garrafões de água e estende-se a roupa para secar. Também há hortas que os tailandeses plantaram e de onde colhem pepinos, ervas aromáticas e piri-piri. (…)

“Quando entram as condições são umas. Quando saem…”, lamenta Telmo Rodrigues ao mostrar alguns contentores vazios que em breve vão servir de casa a novos trabalhadores tailandeses. Na quinta da empresa na Zambujeira do Mar, João Gonçalves hesita em mostrar-nos os contentores porque, diz, “os tailandeses são porcos por natureza”. (…)

Alguns dos colegas de Palmira Encarnação Cruz desistiram passado pouco tempo. “Eram dez horas todos os dias e queriam que trabalhássemos aos sábados. Dentro da estufa faz muito calor. Alguns fartaram-se daquilo”, diz ao Observador. A antiga trabalhadora agrícola diz que o ordenado era baixo para “uma escravidão de tantas horas” e queixa-se que a pausa de 20 minutos durante a manhã “era paga com mais trabalho” porque saíam todos os dias às 19h20. (…) O médico disse-lhe que tinha três hérnias discais e que não podia continuar a trabalhar no campo. Palmira Encarnação Cruz diz que informou Telmo Rodrigues, que lhe disse: “É melhor a gente ficar por aqui… Fica em casa, vai-se tratar e fica assim. Uma vez que possas vir, tens a porta aberta”. (…)

Para além disso, a mãe, empregada de limpeza, trabalha toda a semana e tem um salário de 100 euros. (…)

“Isto para eles é uma maravilha”, diz Telmo Rodrigues, que sabe que alguns dos trabalhadores que tentaram voltar para os países de origem não conseguiram ficar, regressando à empresa. “Às vezes vão embora, mas depois aparecem outra vez. Já se habituaram ao nível de cá”.”

Original por Catarina Fernandes Martins

Desligados

Ora aqui está um filme que eu recomendo a toda a família. Um belo serão com as três gerações presentes, seguido do inevitável debate, se bem que eu acho que a discussão não irá aguardar pelo final do filme! Recomendo à mais velha porque é uma geração que não acredita que “isto” possa acontecer e às outras duas, pela mesma razão. Falar destas coisas de vez em quando, não faz mal nenhum, não é contagioso. Ainda que mal comparado, será como ter um plano de evacuação em caso de acidente doméstico com gás ou com fogo, toda a gente acha que sabe como é que se deve reagir mas, na hora “h”, vão todos sofrer mazelas por andarem à procura do mais novinho. Combinem um ponto de encontro! Ah! E já agora… vejam o filme, vale a pena.

Donos de carros velhos já preparam marcha lenta no centro de Lisboa – 1 de Fevereiro

carros velhos“Protesto do dia 1 de fevereiro está a ser preparado através do Facebook e tem garantido mais de uma centena de presenças

Uma manifestação contra as restrições de circulação para os carros com matrículas anteriores a 2000, no centro de Lisboa, está a ser preparada à “boleia” do Facebook, traduzida numa marcha lenta que deverá sair à rua dia 1 de fevereiro (domingo), para percorrer a nova Zona de Emissões Reduzidas (ZER) da capital. Há momentos a página garantia 166 presenças, enquanto aumentavam as declarações de indignação dos automobilistas face à medida da câmara de Lisboa que entrou ontem em vigor.

A opção pelo domingo é justificada com o facto de ser um dos dias – juntamente com o sábado – em que é permitida a circulação de viaturas anteriores a 2000, sendo que a concentração está agendada para as 14.00 horas no Parque Eduardo VII. A caravana deverá seguir pela Avenida da Liberdade, passando pelos Restauradores, Rossio e Rua do Ouro, voltando a subir a Rua da Prata, Rossio, Restauradores até regressar ao Parque.

A página criada por Tiago Nunes, com o nome “Marcha Lenta de Viaturas anteriores a 2000 e de Viaturas Clássicas e Pré-Clássicas” exibe já vários comentários de automobilistas indignados, sendo que uma das publicações compara os 373 gramas por quilómetro de dióxido de carbono emitidas por um Porshe Cayenne de 2003 às 150 de Hyundai Atos de 1998.

Aos que possuem viaturas com certificado de interesse histórico, a organização sugere que se façam acompanhar dos respetivos documentos, alertando que o objetivo não é promover um desfile de clássicos, mas antes uma marcha lenta “direcionada a todos os tipos de automóvel com data de matrícula anterior ao ano 2000, bem como a todos aqueles que pretendam juntar-se a esta marcha”.

José Miguel Mira, colecionador de carros antigos, de Mafra, está entre os nomes que tencionam marcar presença na manifestação, alertando que quem decidiu impedir os automóveis com matrículas anteriores a 2000 de circular no centro de Lisboa “nada entende sobre catalisadores”.

Em declarações ao DN questiona “o que fazem os centros de inspeção, se são eles que medem as emissões de CO2?”, alertando que há carros com catalisadores que são “extremamente poluentes, como é o caso do Porshe Cayenne” e carros sem catalisador que “poluem pouco”.

José Miguel Mira questiona ainda o critério adotado junto de “muitos autocarros” que prestam serviço na baixa lisboeta. “Foram banidos de outros países por serem muito poluidores, mas aqui já podem circular à vontade”, sublinha, acrescentado que a medida da autarquia “ainda se poderia aceitar” se houvesse uma boa rede e transportes, “mas estamos muito longe disso”, resume.”

Original in: DN Portugal

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