Aqui também batem corações – União Zoófila

“(…) Aqui se vão contar histórias de vida, morte, recuperação, adopção e espera de animais de estimação deitados fora. (…)” – apresentação

“Estas não são histórias de desgraça ou destinadas a inspirar pena. Estas são histórias de resistência e dignidade. São histórias de cães e gatos que, sujeitos a tortura, maus tratos ou negligência, souberam, aproveitando o pouco que lhes foi dado, manter a vontade de viver e a alegria.

Só lamentará estes animais quem ainda não lhes prestou atenção. (…)” – página 7

“Os animais não sabem dizer onde lhes dói mas isso não significa que não lhes doa. Os animais não sabem apontar quem os magoou, quem lhes provocou fracturas com pancada, quem os privou de água e comida, quem os queimou, esfaqueou, acorrentou, usou em lutas mas isso não significa que não tenham sido magoados. Trazem as marcas da violência no corpo e na alma.” – página 31

“Não era a pele, que parecia descolada da carne. Nem as falhas no pêlo. Nem as chagas em volta dos olhos. Nem as feridas abertas nas patas. O que impressionava na Safira quando chegou era aquela vontade de esconder-se, de procurar um canto onde encolher-se e passar despercebida. Tinha-se talvez convencido da própria inexistência. De que já não estava viva.” – página 39

“(…) Quem entra no coração de um gato nunca de lá sai. (…) Primeiro o Dinho deixou de lavar-se e é bem conhecida a importância que os da espécie dele dão à higiene pessoal. (…)” – página 74

“Uma pessoa habitua-se. Habitua-se a que perguntem pelos labradores bebés e queiram saber onde estão os pastores alemães puros de três meses, como se eles existissem em abrigos de animais abandonados, animais sem valor de mercado, apenas com o valor mais imporante – o da vida senciente. Habitua-se a não responder a quem comenta “Só têm cães velhos”, como se um cão de dois anos não tivesse à sua frente mais 18. Habitua-se a suportar a guinada de repulsa diante da vontade expressa sem qualquer pudor de ver “Aquele ali num formato mais pequeno e noutra cor”. Uma pessoa habitua-se. – página 79

“O voluntariado na União Zoófila é um assunto muito sério. É coisa de responsabilidade. Os cães e os gatos ligam-se a quem trata deles. Despertar esta ligação em animais já muito penalizados para depois abandoná-los não cabe na definição de voluntário da União Zoófila.” – página 115

“(…) Ela ficou a saber quem ele era naquela altura. Era um amigo.” – página não-sei-das-quantas, a minha sugestão é para que leiam, leiam e descubram qual a página.

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