O Mapa do Tempo – Félix J. Palma

o mapa do tempoCastrar. Acho que qualquer tentativa “minha”de opinar acerca deste livro, apenas iria castrar o excelente trabalho de Félix Palma. Não obstante, mesmo assim, cá vai uma farpazinha, na página 460 podemos ler:

“Se assim fosse, se o futuro continuasse a ser algo misterioso e insondável, acredito que estas obras baseadas na especulação sobre o amanhã acabariam por tornar-se um género em si mesmas.

– Suponho que sim – concedeu Wells, surpreendido por o jovem inspector ter pensado numa coisa que a ele nem sequer remotamente lhe passaria pela cabeça.

Talvez, afinal, tivesse cometido um erro ao julgá-lo pelo seu aspecto imberbe. Depois desta breve troca de palavras, ficaram os dois a olhar um para o outro com ridículo afecto durante alguns durante alguns segundos, enquanto o sol que entrava pela janela os banhava em ouro. Até que Wells, tendo confirmado que o inspector esgotara os elogios, se decidiu a abordar a questão que o levara até ali.”

Uma história policial de viagens (ou talvez não) no tempo. Linguagem com muita qualidade e poética. A sinopse é reveladora do que podemos encontrar:

“Londres, 1896. Inúmeros inventos convencem o homem de que a ciência é capaz de conseguir o impossível, como o demonstra o aparecimento da empresa Viagens Temporais Murray, que abre as suas portas disposta a tornar realidade o sonho mais cobiçado da humanidade: viajar no tempo, um anseio que o escritor H. G. Wells tinha despertado um anos antes com o seu romance A Máquina do Tempo. De repente, o homem do século XIX tem a possibilidade de viajar até ao ano 2000, e é o que faz Claire Haggerty, que vive uma história de amor através do tempo com um homem do futuro. Mas nem todos querem ver o amanhã. Andrew Harrington pretende viajar até ao passado, a 1888, para salvar a sua amada das garras de Jack, o Estripador. E o próprio H. G. Wells enfrentará os riscos das viagens temporais quando um misterioso viajante chegar à sua época com a intenção de assassiná-lo e roubar-lha a autoria de um romance, obrigando-o a empreender uma desesperada fuga através dos séculos. Mas que acontece se alterarmos o passado? É possível reescrever a história?

Em O Mapa do Tempo, Prémio Ateneo de Sevilla 2008, Félix J. Palma tece uma fatasia histórica tão imaginativa como trepidante, uma história cheia de amor e aventuras, que presta homenagem aos começos da ficção científica e transporta o leitor até à Londres vitoriana, na sua própria viagem no tempo”. Estas palavras sim, fazem justiça ao conteúdo.

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