Já no tempo do Jack o Estripador!

o mapa do tempo“(…) Londres está a crescer tão rapidamente que a força policial não chega para as necessidades. Toda a gente quer viver nesta maldita cidade. As pessoas vêm dos condados mais rmeotos em busca de uma vida melhor e acabam exploradas numa fábrica, infectadas com tifo ou forçadas ao crime para poderem pagar o exorbitante aluger de uma cave sem luz ou qualquer outro buraco mal ventilado. Na realidade, o que me surpreende é os assassínios e os roubos sejam tão poucos, dada a impunidade com que é possível cometê-los. Se os criminosos tivessem algum género de organização, Londres seria deles, Andrew, não tenhas a mínima dúvida. Não me admira que a rainha receie um levantamento popular, umarevolição como a que conheceram os nossos vizinhos franceses e que acabe com o pescoço dela e o de toda a família na guilhotinha. O Im+ério não passa de uma fachada que precisa  cada vez mais de escoras para nã se desmoronar. As nossas ovelhas e as nossas vacas pastam na Argentina, o nosso chá é cultivado pelos chineses e pelos indianos, o ouro é-nos fornecido pela África do Sul e pela Austrália, o vinho que bebemos vem de França e de Espanha. Diz- me, primo, o que é verdadeiramente nosso, excepto o crime? Com um motim organizado, os criminosos poderiam tomar conta do país, Andrew. Por sorte, a maldade e o senso comum raramente andam a par.”

Algum comentário? Pois… uns poucos, n’é? Por isso é que eu me cingi a partilhar este excerto convosco.

“O mapa do tempo”;  Félix J. Palma Pág. 55

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