Diário de um professor desempregado

diário de um professor desempregadoNunca tinha feito um prefácio de coisa nenhuma que tenha escrito. Desta vez também não vai ser diferente, vou roubar algumas palavras que ouvi por aí: realidade ou ficção, ficção ou realidade, se dissermos a realidade a malta pensa que se trata de ficção, se ficcionarmos a coisa, a malta acredita que é verdade, sem questionar.

“(…) Não se nota a diferença entre este dia e os outros. Trabalhar, muito calor, almoçar debaixo de uma árvore no meio da terra, trabalhar, muito calor, chegar a casa ligar o computador, duche e ver os sites do Ministério da Educação, consultar os blogues da especialidade, espreitar o Facebook dos amigos professores sempre com a esperança vã de… uma notícia qualquer que me favoreça.

(…) Convém relembrar que o homem se organizou social e voluntariamente. Aquele que diz que vive bem sozinho é o primeiro a acusar-se de ignorância, pois ao dizê-lo, di-lo a alguém.

(…) Fui colocado pelo 550 e não tinha visto. Antes assim. É uma substituição temporária. É só um mês. Mas pronto. É uma colocação.

(…) Os quatro pacotes das pontas tinham muitos buraquinhos, com o diâmetro idêntico ao que eles fazem nas minhas calças. Quatro litros de leite divididos por dois gatos bebés e talvez meio ainda espalhado pelo chão…

(…) Um gajo que está à espera do desemprego não pode desperdiçar oportunidade de concorrer a um trabalho! O problema é que não tenho dinheiro para isso. Tão simples.”

https://nunoanjospereira.wordpress.com/diario-de-um-professor-desempregado/

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