Um dia à Zé Pedro

diario de um professor desempregadoConfesso que o dia de hoje, nem nos melhores momentos de inspiração, me lembraria de tal coisa para o desgraçado do Zé Pedro. Então cá vai: domingo, algum stress ou cansaço psicológico, ou lá o que seja o fruto de todos os dias de trabalho e dos efeitos da crise, diga-se de passagem que isto cansa, a vida é difícil e um momento de pausa, além de saudável, recomenda-se. A Carla está de folga e o domingo, por mais incrível que possa parecer, em pleno Inverno está um lindo dia de sol! Ora o que é que uma coisa destas pede? Um passeio na praia depois de almoçar fora, claro! Se bem o pensamos, melhor o fizemos. Combinamos comprar um frango assado no Modelo em Peniche e rumar à ilha do Baleal para fazer um piquenique dentro do carro e aproveitar o quentinho do sol, virados para o mar. Após piquenique, para aproveitar o sol, o mar e a viagem, levamos cada um o seu livro e a intenção era ficar a ler. Já vou dizendo era porque chegados a Peniche, o caso começou a mudar de figura, aquilo estava um pouco estranho… dumpers da câmara, gente com coletes, tudo muito desarrumado… gente a ver o mar, muita gente! E ali em frente ao Intermarché estava a barraca armada, “armada” não será a palavra mais adequada, talvez “desarrumada”, pois notava-se que o mar tinha andando por ali a noite passada. Pois é, dali até ao Modelo, transitando à beira-mar, fomos vendo que parar junto à costa seria algo muito irresponsável. O mar parecia saído de um filme de náufragos, só que a sério! Um espectáculo lindo. Já na caixa do Modelo ficamos a saber que a noite passada tinha sido de marés vivas. Achámos estranho não haver mais ninguém na fila para pagar, é que nem sequer havia fila, éramos só nós. Estranho, não havia clientes… A menina da caixa elucidou-nos, ela é bombeira, estava cansadíssima porque passou a noite de serviço. Ocorrência após ocorrência, foi uma noite em que tudo aconteceu, até um capotanço. O mar chegou a todos os lados e mais alguns. As marés vivas que nós estávamos a assistir, ou melhor as espetaculares marés vivas que nós estávamos a assistir eram apenas um resquício da noite. Isto foi na caixa, vamos aos momentos iniciais, retrocedendo: quando chegamos fui à casa de banho e pedi à Carla para ir indo para a fila do frango assado, pois é normal, nas vezes anteriores que por lá passamos, haver fila para o frango. Quando lá cheguei, só lá estava a Carla, do lado de fora do balcão, e digo do lado de fora porque do lado de dentro estavam todas as funcionárias e o segurança. Então e o frango? Perguntei. Não havia frango, aquela coisa pegou fogo. A maquineta de assar frangos pegou fogo. Não, não chega! Não era seguro ir para a ilha do Baleal. O mar escondeu toda a areia das praias e a passagem estava submersa. A máquina de assar frangos pegar fogo mesmo antes de nós comprarmos o nosso… uma dessas eu acho que não me lembraria nunca! 

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