O último segredo – José Rodrigues dos Santos

o ultimo segredoLogo antes do prólogo: “Todas as citações de fontes religiosas e todas as informações históricas e científicas incluídas neste romance são verdadeiras.” – página 11

“Eles contavam essas histórias apenas para ilustrar situações que poderiam dar a solução para os novos problemas que entretanto iam surgindo. Este pormenor é importante, porque indicia que estes narradores retiravam as histórias do contexto próprio e lhes davam um novo contexto, alterando assim subtil e inconscientemente o seu sentido. O problema é que à medida que os primeiros seguidores foram envelhecendo e morrendo sem que Jesus regressasse, foi-se percebendo que era necessário um registo escrito para ser lido em voz alta nas diversas congregações, sob pena de a memória se perder. As perícopas foram então redigidas em folhas de papiro e lidas fora dos seus contextos originais. E Jesus continuou sem voltar. Chegou-se à conclusão de que, para surtir melhor efeito junto dos fiéis, era possível alinhas as perícopas segundo uma determinada ordem e reuni-las em grupos: as referentes aos milagres, as dos exorcismos, as das lições morais… O passo seguinte foi juntar todos estes grupos para formar narrativas mais alargadas, designadas proto-evangelhos, e que contavam uma história completa. Esses proto-evangelhos foram por fim unidos numa única narrativa e nasceram…” – página 64. Por já ter dado catequese, estas informações não eram novidade para mim, mesmo assim continuei a ler, até que parei aqui para novo apontamento: “O historiador levou alguns segundos a recuperar do choque. Ainda atordoado, virou-se devagar para a italiana e olhou-a como se tivesse a mente em ebulição.

“Hã?”

“O nome escrito nesse ossário”, insistiu ela. “O que tem ele de especial?”

Tomás sacudiu a cabeça e, como se regressasse ao presente, focou os olhos nela.

Yehoshua bar Yehosef?”, perguntou. “Não sabe o que isso quer dizer?”

“Claro que não! Esclareça-me, se fizer o favor.”

“Joshua, filho de José.” (…)” – página 437. Ora aqui algo sobre o qual eu nunca me tinha debruçado!

“Eu e o Arnie já nos conhecemos há algum tempo”, revelou. “Somos ambos policias e temos bem a noção dos limites da eficácia da lei. Por isso envolvemo-nos em” – entretanto acabou a página 529.

Agora só para lembrar os mais esquecidos e deixar um bocadinho a farpa: “(…) Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos? Mas vós fizestes dela um covil de ladrões.” (…) – página 531.

Foi o mais fraquinho deles todos. Um jornalista a tentar meter-se nos assuntos de teologia e disso fazer um romance, não teve grande resultado para o desgraçado do personagem “Tomás Noronha”. Eu, se fosse a ele queixava-me, desta vez em vez de sexo levou um valente enxerto de porrada. Este romance, um excelente trabalho, deixa transparecer um desgaste do personagem. Já no “Fúria Divina” a informação em jeito de reportagem passava no diálogo entre as personagens. Nesse sentido, estes dois romances (Fúria Divina e O último segredo) já ficam bastante distantes do “sétimo selo”, por exemplo. É um livro que está a quilómetros de distância do “Evangelho segundo Jesus Cristo”

A mão do diabo O Anjo Branco Fúria Divina A Filha do Capitão A vida num sopro O sétimo selo A fórmula de Deus O codex 632 A ilha das trevas

O homem de Constantinopla – Um milionário em Lisboa –  A chave de Salomão – As flores de Lótus

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