Despesismo

 Artigo publicado no blogue “Desmitos” por autoria de Álvaro Santos Pereira.

CORTES NA DESPESA

Já que o Ministro das Finanças não sabe onde cortar mais despesa para que possa evitar a subida do IVA e um novo agravamento da carga fiscal, aqui vai uma citação do meu novo livro, “Retomar o Sucesso“, que será brevemente editado pela Gradiva, onde se faz um retrato exaustivo do despesismo do nosso Estado e onde, entre outras coisas, se contam os números das entidades e organismos estatais: “Segundo a contabilidade mais recente da Administração Pública nacional, existem em Portugal nada mais nada menos do que

349 Institutos Públicos,

87 Direcções Regionais,

68 Direcções-Gerais,

25 Estruturas de Missões,

100 Estruturas Atípicas,

10 Entidades Administrativas Independentes,

2 Forças de Segurança,

8 entidades e sub-entidades das Forças Armadas,

3 Entidades Empresariais regionais,

6 Gabinetes,

1 Gabinete do Primeiro Ministro (bem grande, diga-se),

16 Gabinetes de Ministros,

38 Gabinetes de Secretários de Estado,

15 Gabinetes dos Secretários Regionais,

2 Gabinetes do Presidente Regional,

2 Gabinetes da Vice-Presidência dos Governos Regionais,

18 Governos Civis,

2 Áreas Metropolitanas,

9 Inspecções Regionais,

16 Inspecções-Gerais,

31 Órgãos Consultivos,

350 Órgãos Independentes (tribunais e afins),

17 Secretarias-Gerais,

17 Serviços de Apoio,

2 Gabinetes dos Representantes da República nas regiões autónomas,

e ainda 308 Câmaras Municipais,

4040 Juntas de Freguesias,

e 1226 estabelecimentos de educação e ensino básico e secundário.

A estas devemos juntar as CCDRs e as Comunidades Inter Municipais,

centenas de Observatórios

e as sempre misteriosas e omnipresentes Fundações.

Nota: Mesmo se não contarmos com as

238 Universidades,

Institutos Politécnicos,

Escolas superiores

e Serviços de Acção Social,

o número de Institutos Públicos é ainda de 111,

um número extraordinário para um país das nossas dimensões”. Ora, perante estes números, perante a enormidade e a omnipresença do nosso Estado (que ainda é dono de empresas que equivalem a cerca de 5% do PIB), perante as mais-que-evidentes clientelas e grupos de interesses que fomentam e reproduzem o despesismo voraz e descontrolado das Administrações Públicas, será que é assim tão difícil perceber onde é que se deve cortar a despesa? Será? Será que precisamos que venha cá o FMI para nos indicar o que é assim tão óbvio? Será que mais um agravamento da carga fiscal, que decerto nos atirará para uma nova recessão, é mesmo necessário, senhor Ministro? Sinceramente, parece-me que não. 

3 responses to “Despesismo

  1. fernanda pedroso

    Estou atordoada e com os olhos em bico…
    Mas creio que ainda faltam as empresas do criadas pelo Estado que “trabalham” para o Estado…ou estou enganada…????

  2. nunoanjospereira

    AInda faltam as parceiras publico-privadas!

  3. nunoanjospereira

    Já nem sei… só sei que os livros novos devem sair todos até ao fim de Outubro.

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