Maldita ressaca

Agradeço a “Maria Fernanda Pedroso” pelo alerta acerca dos perigos do álcool. Já há muito tempo que não postava nada a esse respeito. O alcoolismo lá vai passando e ressacando e nós vamos-nos esquecendo de que é uma doença socialmente aceitável, tolerada e até mesmo estimulada. Lembrem-se que por cada alcoólico sofrem quatro pessoas. Pensem um pouco, olhem à vossa volta e dêem mais do que um bom-dia ao vosso vizinho. Esta notícia do Expresso é um bom exemplo de como a preocupação é no prazer fácil e imediato, não tem em conta as eventuais consequências nefastas dos actos.

“Arrisca-se a ser o lado menos agradável da sua passagem de ano, mas se recebeu 2010 com uns brindes a mais que o desejado, não tem outro remédio a não ser esperar. É que, contra os excessos de bebida e apesar dos muitos remédios e mezinhas apregoados, não há outro antídoto além do tempo. É científico. “Quando alguém ingere álcool a mais, este é absorvido e nada o tira do sangue”, afirma Rui Tato Marinho, hepatologista e dirigente da Sociedade Portuguesa de Gastrentologia. Para este especialista, os produtos que anunciam ter a a capacidade de anular os efeitos adversos do pós-bebedeira, não passam de “um negócio”. Nem pastilhas de ácido ascorbótico, nem cafeína, nem nomes mais estranhos como glucoronamida. Pode sempre recorrer ao velho Guronsan, mas várias pesquisas são unânimes em reconhecer que qualquer medicamento pode tanto contra o excesso de álcool como a alcachofra ou o chá de camomila. Pior que a ressaca, Rui Tato Marinho alerta para outros efeitos negativos do álcool: “Violência, acidentes de viação e sexo desprotegido”, além do abuso provocar também a diminuição das defesas do organismo. Posto isto, a única receita eficaz contra a ressaca resume-se pois a uma evidência: não beber. Tarde de mais, não é? Então tenha paciência e votos de rápidas melhoras.”

Link aqui e na imagem.

2 responses to “Maldita ressaca

  1. Em primeiro lugar, muito obrigada pelas simpáticas palavras, depois obrigada , por mais uma vez dar relevo e possibilidade de se voltar a falar neste assunto tão grave.
    Está em curso a tentativa para que se passe de 16 para 18 anos, a idade do minima obrigatória para consumo de bebidas álcoolicas.
    É uma optima ideia, mas se continuar como até agora, em termos práticos será nula…
    É comum e naturalmente aceite, que se venda bebidas álcoolicas a crianças, nas grandes superficies sem que haja qualquer tipo de fiscalização acerca da idade, ou do estado de possivel embriaguês.
    Pedir que se cumpra a lei, não é fundamentalismo…é conscência!!!
    Obrigada
    Fernanda Pedroso

  2. nunoanjospereira

    Permita que lhe agradeça os seus comentários que em muito enriquecem este blogue. Os seus comentários são motivadores dos “posts”.
    Se calhar o problema é mais profundo do que possa parecer à primeira vista. A única fonte de prazer, tornar-se-á com o evoluir do consumo, na grande fonte de prazer e por consequência todas as outras acções que o indivíduo leve a cabo poderão ser sob o efeito do álcool. O que fará com que construa a sua personalidade sempre com os copos. Relacionar-se-á com o sexo oposto “com os copos” porque se sente mais desinibido; relacionar-se-á com os pais a ralhar por causa da ressaca, ou da falta de dinheiro; relacionar-se-á com “os amigos dos copos” e depois no emprego, ou na falta dele colherá parte do que semeou. A base é que ninguém ensinou a esta “malta” o que se pode fazer com a vida para ter prazer; o que fazer sem ser ir até ao café ou para a “night”. É normal que a juventude persiga o que lhes dá prazer; procure os locais onde está gente divertida, mas desafio-os a passar no mesmo local da festa, depois desta acabar, para verem como aquilo tudo ficou.

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