Madame Bovary – Gustave Flaubert

bovary

Bem, lá li a contracapa e “Emma Bovary, ávida leitora de romances de amor, sente-se infeliz na sua vida de mulher casada com um médico de província. Charles Bovary é um homem excelente, mas desajeitado e pouco ambicioso, e Emma precisa de paixão, aventura e luxo para viver. Aproveitando a ingenuidade do marido, envolve-se numa espiral de relações extraconjugais e dívidas que acabarão por ditar a sua desgraça e, mais tarde, a de Charles e da filha de ambos.” Não pode haver nada de mais banal na sociedade do hoje, do que uma situação destas – pensei – “um homem morder um cão” é que seria invulgar! Continuando: “Romance-escândalo quando publicado em França, em 1857, Madame Bovary foi um best-seller imediato e motivou um processo por imoralidade ao autor. Flaubert defendeu a sua heroína romântica, apaixonada e intensa, pronta a atirar-se para um abismo de emoções, com a frase que ficou célebre: “Madame Bovary, c’est moi!” – Uau! Isto é que já não é para qualquer um! Começo a perceber porque é que elas me recomendaram o livro. Como se não bastasse ainda há mais: “Gustave Flaubert (1821-1880) Fundador do romance moderno e figura central do movimento realista. Flaubert é hoje uma figura mítica da literatura (…)” que ignorante que eu era! Comecei por não perceber como é que era o chapéu de Charles, embora tenha lido a descrição várias vezes, e acabei por ouvir a música ao som da qual bailavam os sonhos e as fantasias de Emma. Acabei no sofá da sala, com a louça por lavar e o jantar por fazer, a dar os parabéns a Flaubert, 150 anos é muito tempo. No decorrer das palavras vi tanta carapuça a enfiar nas cabeças de hoje, que até parece mentira. Não vou ousar profanar a obra comentando-a. Clássicos são clássicos e agora que acabei de ler o livro até custa a acreditar que tamanha obra estava para venda num supermercado por 4.90€. O meu agradecimento às duas colegas que me recomendaram “Madame Bovary”, graças a essa sugestão desfrutei durante as viagens de uma semana, de leitura ao mais alto nível literário. Depois de um livro destes tornar-se-á difícil escolher outro para ler, que não mantenha a fasquia tão elevada.

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