A ilha das trevas – José Rodrigues dos Santos

Quando eu era rapazote, levava comigo no bote, nas margens do rio Tejo,  uma esperança atrevida. Já se punha o sol nos tempos de escola secundária, reinavam os meus 17 ou 18 anitos, acampamos e pernoitamos no centro da cidade de Abrantes! Que bando de malucos! Pretendíamos chamar a atenção para a causa timorense. Angariamos alguns trocos, que por portas travessas, que eu ainda hoje não sei bem como, fizemos chegar à conta, da então mulher de Xanana Gusmão. Fui entrevistado por um repórter de uma rádio local que ficou um pouquinho atrapalhado com a minha resposta à pergunta se eu estava disposto a dar a vida pelos timorenses, lembram-se? 18 anos? Respondi-lhe com a verdade: tinha acabado de chegar de Lamego. Fui fazer, voluntariamente testes para os ranger’s! Desta resposta eu aposto que o repórter não estava à espera. Lembro o meu amigo Jorge Duarte, o Rui… entre muitos outros, portanto podem imaginar as lágrimas que deixei cair ao ler este livro. Saudades dos amigos; saudades da vontade e da força de lutar por uma causa e sobretudo, muitas vezes parei a leitura para enxugar os olhos, só com a hipótese de que a partesinha que eu estava a ler podia ter sido verdade. Não sei, nem interessa saber onde pára a ficção e começa a realidade, porque para simples momentos de leitura, foram de uma intensidade como eu nunca senti a ler um livro! Já lá vão quase vinte anos, que nós deste lado do mundo queríamos chamar a atenção para o sofrimento do povo de Timor lorosae.

O último segredo A mão do diabo O Anjo Branco Fúria Divina A Filha do Capitão A vida num sopro O sétimo selo A fórmula de Deus O codex 632

O Homem de Constantinopla – Um milionário em Lisboa – A chave de Salomão – As flores de Lótus

One response to “A ilha das trevas – José Rodrigues dos Santos

  1. nunoanjospereira

    Hoje, depois de ter ouvido o testemunho de quem por lá passou como médico e sobreviveu, que as crianças timorenses não choram. Foram educadas pelos pais a não fazerem barulho para que não denunciassem a posição aos inimigos. Por mais que escreva não sei qual é a sensação de estar escondido numa montanha com a família, receando a morte ao menor ruído.

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