“Tenha alguns doces à mão. Podem salvar a vida de uma crinça diabética, servir de recompensa para um aluno que mereça ou ser uma fonte de energia rápida para uma queda de tensão do professor.”
Arquivado em: Dicas p'ra profs | Leave a Comment »
“Tenha alguns doces à mão. Podem salvar a vida de uma crinça diabética, servir de recompensa para um aluno que mereça ou ser uma fonte de energia rápida para uma queda de tensão do professor.”
Arquivado em: Dicas p'ra profs | Leave a Comment »

Mais um Sábado normal. Quase igual a tantos outros. Acordei cedo, situação normal para quem se levanta muito cedo durante toda a semana e aproveitei logo a calmaria para, em vez de perder tempo de roda de e-mails e busca de emprego, é esta uma das vantagens de ter trabalho, pode-se trabalhar, continuando: preparar melhor, digamos, a semana de trabalho que já se avizinha. Aproveito o Sábado porque de semana não tenho muito tempo. A minha quase-esposa acordou, consegui preparar-lhe o pequeno-almoço antes de ela ir trabalhar, a vida tem destas coisas boas e quando os olhos me começaram a arder parei e fui nadar. Consegui chegar a casa depois da Sofia. Não estava nos planos mas aconteceu. Nem se justifica, eu é que estou de folga e ela é que faz o almoço? Ops. Voltei ao trabalho de tarde, ainda pensei em tirar o pó à guitarra, mas faltou-me o tempo. Fui buscá-la à saída do trabalho. Fomos passeando pela estrada que serpenteia pelo meio da vinha, a noite foi descendo e as luzes do parque de estacionamento do centro comercial iluminaram a cave onde estacionamos. Depois do cinema veio a grande novidade, pelo menos para mim, o que fazer Sábado à noite? Um casal de namorados, com maturidade paixão e condições para desfrutar da vida, lá estavam eles, pé ante pé, em pleno parque de estacionamento em busca de um som, um miar baixinho e aflitivo. Na já encerrada lavagem automática, de dentro do motor do carro lá estacionado, um gatito. Alertei os seguranças, pedi ajuda, a Sofia conseguiu comida nos restaurantes, e lá andávamos nós os dois deitados no chão a tentar apanhar o bicho. Em conversa com os seguranças, que entretanto tiveram que se ir embora, por motivos profissionais, ficamos a saber que começa a ser prática normal o abandono de animais nos estacionamentos dos centros comerciais. Desta eu não sabia! Que raio de gente esta que abre a porta do carro e larga o bicho para o chão, de que é que será que os melhores amigos do animal ficam à espera que aconteça? Que o bicho suba as escadas, peça esmola, vá jogar no totoloto e lhe saía a sorte grande? Que raio de gente que mina esta sociedade, a começar pelos políticos e a acabar nos que pagam a prestações um animal de estimação para depois o condenarem à morte por abandono. Aprendem o exemplo com os empresários que chulam os desgraçados a troco de um miserável ordenado mínimo, o qual é suficiente para pagar a renda de casa em alguns locais da cidade de Lisboa, e após meia dúzia de meses de trabalho escravo, quando por lei serão “estimulados” a pagar melhor, despedem os coitados. É uma vergonha. Quando chegar 2012 vai ser de cá uma razia nesta gente que é obra. Só sobrevivem mesmo aqueles que perceberem alguma coisa de agricultura. É triste. Um cão quando abandonado, sendo atirado fora de um carro, fica três dias, três dias repito, ali no local a correr atrás de todos os carros, na esperança vã, que o venham buscar. Depois a fome é mais forte. A esta escumalha recomendo como animais de estimação: moscas. Vivem só três dias e dá muito bem para andarem a correr atrás delas. Achei engraçado, é a palavra que me ocorre, quando os seguranças foram às suas tarefas profissionais e ficaram ali dois parvos a tentar apanhar um gato.
Arquivado em: Zé Pedro | 2 Comentários »
“Os piolhos não são lepra, mas são uma praga infecciosa que se espalha mais depressa do que os boatos. Informe as entidades competentes da escola de quaisquer sinais de piolhos.”
Arquivado em: Dicas p'ra profs | Leave a Comment »

Arquivado em: Forum | Leave a Comment »
Agora é altura de ir buscar aquelas colunas cheias de pó e magicar uma maneira de as ligar ao computador. Só depois disso é que se liga o som, para ver se o equipamento funciona…
Arquivado em: Clave de som | Leave a Comment »

Arquivado em: Os professores não dizem... | Leave a Comment »
“Faça um exame visual à sala de aula. Verifique as linhas de visão, os reflexos e os pontos escuros. Uma visão obstruída cria frustração e distracção.”
Arquivado em: Dicas p'ra profs | Leave a Comment »
Arquivado em: Forum | Leave a Comment »
“Se há uma moral humana a ser extraída, é a de que devemos ensinar o altruísmo aos nossos filhos, pois não podemos esperar que este comportamento revele da sua natureza biológica.” – Era a este género de leitura que eu me referia quando comentava com a colega Ana Paula César, que poderiamos fugir um pouquinho à leitura exclusiva de romances.
Um simples parágrafo fez-me parar a leitura e pensar um pouquinho sobre os juízo de valor acerca da forma como nós matamos: ”É antiga e profunda a ideia segundo a qual os membros da nossa própria espécie merecem uma consideração moral especial, relativamente aos membros de outras espécies. Matar pessoas fora da guerra é um dos crimes mais vulgarmente cometidos. A única coisa mais fortemente proibida pela nossa cultura é comer pessoas (mesmo que já estejam mortas). E, no entanto, compraz-nos comer membros de outras espécies. Muitos de nós sentem-se constrangidos perante a execução judicial, até dos criminosos humanos mais horríveis, enquanto defendemos despreocupadamente a eliminação, sem julgamento, de animais razoavelmente pequenos que consideramos nocivos. Na verdade, nós matamos membros de outras espécies, inofensivos, como forma de simples recreação e divertimento. Um feto humano, sem sensibilidade humana maior do que a de uma ameba, goza de um respeito e uma protecção legais que excedem largamente os conceitos de um chimpanzé adulto. E, no entanto, o chimpanzé sente e pensa e, de acordo com evidência exprimental recente, talvez até seja capaz de aprender uma forma de linguagem humana.”
A páginas tantas fiz nova paragem e dei asas à minhas imaginação, já de si perigosa: houve vida em marte? “Não sabemos que matérias-primas químicas abundavam na Terra antes do aparecimento da vida, mas entre as mais plausíveis encontram-se a água, o dióxido de carbono, o metano e a amónia; todos eles compostos simples que sabemos estarem presentes em, pelo menos, alguns dos outros planetas do nosso sistema solar. Os químicos têm tentado imitar as condições quimicas da terra quando jovem. (…) Em particular tem sido encontrados aminácidos – os blocos de construção das proteínas, uma das duas grandes classes de moléculas biológicas. Antes de estas experiências terem sido feitas, a ocorrência natural de aminácidos seria interpretada com um sinal de presença de vida. Se tivessem sido detectados, por exemplo, em Marte, a vida naquele planeta teria parecido quase uma certeza.” – eu acho que hoje em dia de diz aminóacidos, mas é o que está escrito no livro…
Mais umas páginas, mais uma verdade que choca: a contracepção e a fome - ”É uma verdade lógica e simples que, a não ser que se dê uma emigração em massa para o espaço, em foguetes descolando à razão de vários milhões por segundo, às taxas incontroladas de nascimentos terão de corresponder valores terrivelmente elevados das taxas de mortalidade. É difícil acreditar que esta verdade não é compreendida pelos líderes que proíbem aos seus seguidores o uso de métodos “naturais” de limitação da população, e um método natural é exactamente aquilo que obterão: a fome.” – já consegui a vossa atençãp? – “A contracepção é por vezes atacada por ser um método “não natural”. Ela é efectivamente não natural. O problema está no facto de a previdência social também o ser. Penso que a maioria das pessoas considera esta bastante desejável. Mas não se pode ter uma previdência social não natural, a não ser que também haja um controlo não natural dos nascimentos. Se não for assim, arriscamo-nos a atingir um grau de miséria muito superior à que ocorre na natureza. A previdência social é talvez o maior sistema altruístico que jamais surgiu no reino animal. Mas todo o sistema altruísta é inerentemente isntável, porque se expõe ao abuso por parte de indivíduos egoístas, prontos a explorá-lo. As pessoas que têm mais filhos do que aqueles que podem sustentar são provavelmente, na sua maioria, demasiado ignorantes para serem acusadas de exploração malévola consciente. As instituições de poder e os líderes que as incentivam a tal são, quanto a mim, mais suspeitos.”
Finalmente alguém que compreende as tentações às quais um homem está sujeito. E pelos vistos “o mal” já é antigo. Atracção sexual – e este livro data do inicio da década de setenta – “Em primeiro lugar, são os machos que tendem a exibir cores garridas, sexualmente atraentes, e são as fêmeas que tendem para uma aparência mais monótona. Os indivíduos de ambos os sexos quererão evitar serem comidos por predadores (…) As cores garridas atraem tanto os predadores como os parceiros sexuais. (…) isto significa que os genes de cores vivas têm mais probabilidade de acabar no estômago dos predadores (…) Não falei expliciamente do homem mas (…) Uma característica da nossa própria sociedade que parece decididamente anómala é a questão da propaganda sexual. (…) no que toca às diferenças entre os sexos, devem ser os homens a ostentarem-se e as fêmeas a serem pouco atraentes. (…) não há dúvida de que, na nossa sociedade, o equivalente da cauda do pavão é exibido pela fêmea, e não pelo macho. (…) Defrontado com este facto, um biólogo seria forçado a suspeitar que estaria a observar uma sociedade na qual as fêmeas competem pelos machos, em vez de o contrário.”
Atentem nesta: “Sugam a seiva das plantas (…) Em consequência, disso excretam um líquido ao qual foi retirado apenas parte do seu valor nutritivo. Gotículas deste líquido rico em açucar são eliminadas a grande velocidade pela extremindade posterior do insecto (…) – poderia ter sido o alimento providencial conhecido como «maná» no Velho Testamento.”
Espero ter conseguido suscitar a vossa curiosidade para a leitura deste livro, eu gostei.
Arquivado em: LIVROS E LEITURAS | Leave a Comment »
Para os mais saudosistas aqui “vão” as instruções: volume no máximo e tal como antigamente, tentar cantar o mais que se pode mesmo não sabendo a letra! Siga!
Arquivado em: Clave de som | Leave a Comment »